GIRO
Em algumas regiões do Paraná bastou alguns dias de chuva para as pessoas reviverem cenas de 40 anos atrás: caminhões atolados nas estradas esburacadas, sem pavimento, sem conservação. Buracos também existem nas rodovias asfaltadas. Municípios, estado, empresas transportadoras e donos das cargas não param para calcular os prejuízos à economia. O Brasil rural ainda carece de infra-estrutura mínima, enquanto concorrentes investem em logística, transporte fluvial, etc.
Destino de soja
transgênica
gera protestos
Representantes de organizações da sociedade civil no Consea (Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional), estão preocupados com notícias de que o governo está sofrendo fortíssimas pressões internas e externas para liberar a comercialização no mercado interno da safra de soja contaminada por transgêncios do Rio Grande do Sul.
Entre os representantes estão Mauro Morelli, do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional e Marilena Lazzarini, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Segundo eles, o governo brasileiro acertou na quinta-feira passada ao dizer que a responsabilidade pela contaminação da safra é do governo anterior e ao se mostrar disposto a garantir o cumprimento das medidas judiciais que impedem o cultivo e comercialização da safra contaminada.
Nos últimos dias, entretanto, cresceu um verdadeiro rolo compressor de entidades pró-transgênicos lideradas pela Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul) que utilizam como massa de manobra os milhares de agricultores familiares daquele estado que caíram na promessa da liberação iminente da soja transgênica e plantaram sementes contaminadas.
Essas entidades afirmam, incorretamente, que toda cultura de soja do país está contaminada e que, portanto, nada mais resta ao governo senão aceitar a situação de fato e legalizar a comercialização no mercado interno.
Técnico da Faep vê
conjuntura favorável
para o trigo
O engenheiro agrônomo Samir Saba Ruggiero, analista de mercado do Departamento Econômico da Faep, faz uma análise ampla sobre o mercado de trigo e resume: Diante do atual quadro, tem-se uma conjuntura favorável em relação aos preços do grão. No Paraná, as cotações seguem atrativas pois a média de 2002 foi 88% superior à média de 2001. A análise de Ruggiero confere com análises de técnicos de outros órgõas de que o mercado do trigo será bom em 2003. (Veja também na página 5). Para saber mais sobre análise do trigo e outros produtos o leitor pode acessar a home page da Faep, com comentário de Ruggiero e outros analistas: www.faep.com.br ou telefone (41) 322-7988, para falar com os técnicos.
Indústria quer
abocanhar
recursos do café
Em toda a história do café, a indústria de torrefação foi privilegiada em termos de financiamento. Às vezes em detrimento da produção. Mas a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) continua reivindicando. Na última quinta-feira a entidade voltou a defender crédito para o setor industrial. A Abic, segundo sua assessoria de comunicação, acha indispensável que o governo continue com os programas de financiamento à estocagem durante o período pós-colheita, como forma de regular o fluxo do produto e evitar a baixa das cotações internacionais. Entretanto, a entidade pleiteia que essa política de valorização não seja exclusiva à produção, mas passe a incluir as próprias torrefadoras que, em síntese, são as agentes fundamentais na distribuição do valor agregado ao agronegócio.
A participação das indústrias tem diversas vantagens, diz Nathan Herszkowicz, diretor da entidade. Segundo ele, a principal vantagem é o fato desta inovação beneficiar o produtor, uma vez que os recursos em mãos das torrefadoras tenderão a criar uma pressão compradora no mercado, que pode sustentar as cotações e, consequentemente, enxugar a oferta de café verde.
Para Herszkowicz, independente das linhas estratégicas que o governo venha a adotar para valorizar o produto, todas, indistintamente, devem focar a questão da qualidade. A baixa qualidade resulta na deterioração dos resultados de todo o agronegócio, com fuga de consumidores e queda no consumo, resume.
E a exigência da qualidade, no entender da Abic, deve começar pelo próprio governo, na condição de grande consumidor que é. Estamos propondo que nas licitações do executivo, legislativo e nas prefeituras, seja adotado um nível mínimo de qualidade para a compra de café, diz Herzkowicz.
Corol recebe prêmio
destaque tecnológico
A Corol recebeu quarta-feira, em Londrina, o prêmio Destaque Tecnológico 2003 - Banco do Brasil concedido pela Associação de Desenvolvimento Tecnológico (Adetec). O presidente da Corol, Eliseu de Paula, recebeu o prêmio das mãos do prefeito de Rolândia, Eurides Moura. O gerente da Agência Empresarial do Banco do Brasil do Norte do Paraná, Marco Aurélio Sodré, lembrou a performance da cooperativa em 2002: inaugurou Centro Tecnológico, implantou projeto de uva industrial, ampliou sua base para 35 municípios. A Corol, com 5,5 mil associados, mantém indústrias de citros, açúcar, álcool, rações e café. Ano passado faturou R$ 370 milhões.
Interesse pela apicultura
racional do SENAR
Os leitores que procuraram mais informações sobre cursos de apicultura racional (reportagem de 8 de março) devem acessar o site do SENAR-PR ou telefonar para os CTAs de Assis Chateaubriand ou Ibiporã. Haverá cursos ainda em março. Outro curso será entre 28 de abril a 2 de maio, enfocando: criação de abelhas de raças européias, origem, anatomia e fisiologia das abelhas; raças, sistemas de comunicação, técnicas visando dirigir o comportamento da colônia e controle de enxameação, os produtos apícolas, etc. Informações - (43) 258-2533 e e-mail: [email protected] e CTA de Assis Chateaubriand (44) 528-4213. Veja calendário de cursos na página 4.





