RR quer conhecer
perfil dos
agricultores
  O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, encomendou ao Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) um estudo sobre o perfil do agricultor brasileiro, com suas peculiaridades regionais - incluindo as lavouras cultivadas -, para estruturar o Programa de Renda Mínima no Campo. O anúncio foi feito esta semana durante reunião com a diretoria da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e com os presidentes das Organizações Estaduais de Cooperativas.
  Apesar de o Brasil ser carente de informação e estatísticas, o governo não precisa gastar com levantamentos como este, que só retardam projetos que dependam desses dados. A Confederação Nacional da Agricultura tem um diagnóstico recente sobre o perfil do agricultor brasileiro.
Galinhas e frangos
vão comer menos
milho em 2003
  O milho continuará pessionando os custos de produção da avicultura. A preocupação é como fazer para repassar novas altas, do frango ou ovos, para o mercado consumidor. Se a safrinha for menor, novas altas serão inevitáveis. Diante do risco de uma forte retração do consumo, a União Brasileira de Avicultura e o Sindicato das Indústrias de Ração alertaram esta semana para o risco um excesso de oferta de frango, principalmente. O milho caro e a necessidade de elevar os preços do frango, fazem com que a oferta de pintinhos seja repensada.
  Até dois anos atrás o início da colheita do milho representava queda violenta dos preços, motivada pelo aumento da oferta. Este ano, pelo contrário, os preços se mantêm firmes, mesmo com o início colheita em algumas regiões.
  Enquanto isso, produtores de milho, avicultores e suinocultores aguardam o anúncio das medidas de estímulo ao plantio de milho que o governo prometeu três semanas atrás. O plantio é de risco e os produtores não têm seguro agrícola.
Maringá terá cursos
de inseminação
artificial
  Um programa de inseminação artificial que estava desativado na prefeitura de Maringá ganha nova forma para atender pequenos pecuaristas que utilizam mão-de-obra familiar e têm o gado de leite como fonte de renda mensal. Os produtores vão receber orientação de médicos-veterinários para fazer o melhoramento genético que inclui a inseminação artificial. Também vão receber orientação para melhorar a gerência da propriedade.
  Os interessados devem se cadastrar na Diretoria de Agricultura e pagar uma taxa de manutenção de R$ 3,00, mais o valor do sêmen que será escolhido pelo produtor. O Programa de Inseminação Aartificial (PIA) envolve além da prefeitura, órgãos como a Emater, Seab, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Centro Universitário de Maringá (Cesumar). Informações pelo telefone (44) 221-1375. (Marta Medeiros, Equipe da Folha).















‘‘Agricultor
pode usar créditos
do Finame’’
  O Moderfrota, programa de renovação de equipamentos foi responsável pelo maior volume de vendas das empresas de máquinas e equipamentos. Na John Deere, 85% dos negócios no ano passado foram fechados por meio do programa e o restante com o consórcio nacional da empresa e pouca coisa com pagamentos à vista. O diretor de marketing Martin Mundstock, acredita que um novo projeto de linha de financiamento deverá surgir a exemplo do Moderfrota, mas com alterações nos prazos. O receio é que esse programa demore.
  ‘‘Há uma certa restrição de prazos praticados no Moderfrota, de pagamentos em oito anos. Talvez esse prazo seja reduzido para seis anos, ’’ arrisca Mundstock. Segundo ele, ‘‘ao que parece’’ novidades nesta área só deverão ser anunciadas próximo do segundo semestre e, portanto, o agricultor, na sua opinião, não deve postergar suas decisões quanto à compra de equipamentos; ‘‘porque pode ficar tarde e aí só dará para pensar na safra 2003/2004.’’
  Hoje, de acordo com Mundstock, existem as linhas do Finame, que não apresentam grandes diferenças em relação ao que era praticado no Moderfrota. Parte da diferença está no prazo de pagamento, que é de cinco anos e na taxa de juros que de 10,75% pula para 11,95%.
Produtores de
cachaça têm
encontro na Unopar
  Hoje e amanhã, na Fazenda Experimental da Unopar, em Tamarana, acontece o Encontro da Associação de Produtores de Cachaça Artesanal do Paraná. Às 17 horas haverá palestra ‘‘Os Benefícios do Associativismo’’ pelo técnico Jefersom Machado. Em seguida, reunião para degustação e amostras de cachaças. No domingo, a partir das 9 horas, ciclo de debates sobre mercado de aguardentes, com os temas: a) Valorização da imagem da Cachaça do Paraná, b) Capacitação técnica e comercial dos produtores de cachaça, c) capacitação para mercado nacional e internacional e palestra-show sobre ‘‘O êxito na era da competitividade. A Unopar vai apresentar sua cachaça ‘‘da Velha’’ a primeira bidestilada do Paraná. A bidestilação, segundo Rogério Afonso Silva, diretor de marketing, elimina componentes indesejáveis e considerados tóxicos, responsáveis pela famosa ressaca. E resutla em um produto refinado. Informações: 43 3371-7854.










Bosio cresce com
expansão do mercado
de equipamentos
  O mercado de equipamentos de ordenha e tanques refrigeradores vive um dos momentos mais favoráveis. As exigências de qualidade (Instrução Normativa 51) e a expectativa de consumo de leite, a partir do programa Fome Zero, aquecem as vendas.
  São ações políticas distintas, mas que se completam ao se projetar um ano que deve retomar a curva de crescimento interrompida em 2001.
  É esta a premissa que vem norteando os investimentos da Bosio Ordenhadeiras, de Londrina. No ano passado o faturamento cresceu 26%. ‘‘Tal ganho está associado ao êxito da estratégia traçada pela empresa’’, explica José Garcia Pretto, gerente de Desenvolvimento de Produtos e Treinamento.
  A comparação dos balanços internos indica um salto de 244% no volume de negócios de 2002, se comparado ao ano anterior, tornando a empresa líder de mercado em vários Estados.
  Esses índices, segundo a assessoria de imprensa da empresa, conferem a Bosio a condição de empresa de melhor desempenho do setor no ano de 2002. A performance teve como sustentação a ampliação da linha de produtos, que teve no lançamento dos tanques refrigeradores o produto de maior apelo. Em apenas nove meses foram comercializadas mais de 700 unidades, cerca de 12% do total dos 5.500 tanques vendidos no País. Para este ano, a produção e comercialização de tanques Bosio deve se aproximar a 2 mil unidades.
  Para 2003, o diretor presidente da Bosio, Fabiano Amaro, prevê um crescimento de pelo menos 20%, mesmos considerando a acirrada competitividade entre as empresas. A diferença deve ficar por conta de uma nova linha de equipamentos de ordenha e de um inédito conceito de operação da empresa, considerado um dos mais baixos em custos de manutenção.

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