GIRO
Potencial do
Brasil preocupa os
norte-americanos
Não bastasse a cobiça internacional sobre a Amazônia, também a produção de grãos preocupa cada vez mais concorrentes (adversários!) como os EUA. Um relatório divulgado esta semana sobre expansão da fronteira agrícola brasileira ''seria melhor se não existisse'', conforme um técnico da CNA. Pelo menos não incomodaria os invejosos do mercado.
É o seguinte: a Foreign Agricultural Service (FAS) dos Estados Unidos, divulgou dados sobre o crescimento da área agrícola brasileira. ''Poderá sair dos atuais 41 milhões de hectares para 87 milhões de ha em 10 anos. Mesmo assim, os norte-americanos acham que o potencial está sendo subestimado.
Isto porque o avanço não inclui áreas da Amazônia, apenas o aproveitamento de terras no Centro-Oeste, Cerrado e Nordeste. Outro ponto positivo é que os pastos brasileiros podem ser transformados em área de plantio, o que não ocorre nos EUA.
Segundo o relatório da FAS, só a área de soja, que é de 18 milhões de hectares, poderia subir para até 42 milhões de ha. Esse avanço, no entanto, depende de infra-estrutura, financiamentos, preços externos, juros, uso de tecnologia e desenvolvimento da economia interna.
Clonagem de
vacas para mudar
composição do leite
Uma equipe de pesquisadores neozelandeses anunciou a clonagem de vacas capazes de produzir leite com características diferentes, como, por exemplo, maior resistência ao calor, informa a revista Nature Biotechnology. Os teores e densidade de gordura também poderiam ser modificados.
Nove das onze vacas clonadas produzem leite que contém quantidades muito maiores de duas proteínas que as das vacas normais: entre 8% e 10% a mais caseína e o dobro de kapa-caseína.
Segundo o autor desta experiência, o professor Pr Götz Laible, pesquisador do AgRuakura Research Center de Hamilton (Nova Zelândia), a abundância destas duas proteínas permitiria facilitar a fabricação de queijos e ajudaria a indústria de laticínios a reduzir drasticamente custos.
Tudo isso, é claro, se as autoridades sanitárias dos países envolvidos autorizarem a venda dos novos produtos e os consumidores, já desconfiados de vegetais geneticamente modificados, aceitarem consumi-los.
Os cientistas clonaram antes bovinos com sucesso com o objetivo de ajudar na fabricação de novos remédios, as chamadas ''proteínas-medicamentos''. Mas esta é a primeira vez que uma tentativa deste tipo se realiza com o objetivo de mudar as características do leite destinado ao consumo.
Divulgação
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Certificadora pede
fiscalização no
SISBOV
O presidente do Instituto Genesis, Henrique Victorelli Neto, esteve em Brasília, acompanhado pelo diretor do Departamento de Certificação Vegetal do instituto, Brazílio de Araújo Neto, para duas reuniões com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e com o secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Maçao Tadano.
Victorelli levou ao secretário a preocupação com a credibilidade do processo de certificação animal que algumas empresas vêm fazendo no Brasil. Segundo ele, o SISBOV é um processo reconhecido como fundamental para o desenvolvimento mercadológico da pecuária brasileira. ''Porém, como é um sistema novo, é preciso que o ministério fiscalize o processo no campo, corrigindo as falhas que possam ser encontradas, para que a credibilidade se mantenha'', explicou.
De acordo com Victorelli, é preciso o aprimoramento das regras e a implantação de novos regulamentos para que a certificação bovina evolua. Uma das sugestões apontadas pelo Instituto foi a promover a rastreabilidade no nascimento dos bezerros. ''Começando neste ponto, em dois ou três anos, teremos resolvido as questões mais problemáticas'', apontou.
O Genesis apresentará propostas concretas para a Instrução Normativa 79, que regulamenta a certificação de soja, em grão e farelo, não geneticamente modificada. ''Com a certificação animal, já conseguimos atingir um dos mercados mais cobiçados e com maior potencial de consumo do mundo, que é a China. A meta agora é a certificação vegetal, a palavra-chave do trading internacional'', afirmou.
Varejo vai
exigir selo
de qualidade
A Associação Brasileira de Supermercados prevê que em três anos a maioria dos produtos de origem animal e vegetal terá selo de qualidade nos super e hipermercados. É uma questão de concorrência. Por enquanto a rede Carrefour é a que tem maior número de produtos com selo de qualidade: carnes (bovina, suína, coelho, pato, galeto, frango caipira e galinha de Angola), em peixes (dourado, pacu, gurijuba, pintado, Saint Pierre, tambacu, truta, tilápia, vermelho e salmão), em frutos do mar (camarão, mexilhão, ostra e vôngole), em frutas (abacaxi, banana prata e nanica, laranja de vários tipos, pera, maçã, maracujá, limão, manga fuji, gala, tommy e aden, mamão formosa e papaia, melão amarelo espanhol e net mellow, morango, uva Itália, red globe e benitaca), em legumes (alho, beterraba, cenoura e tomate), e em grãos (arroz, palmito e castanha de caju). Há, ainda, ovo caipira e queijo grand fromaggio com o selo Garantia de Origem Carrefour.





