GIRO
Cardápio caro: em
novembro ração
passou de R$ 250
para R$ 466/t
Os preços das matérias-primas de ração têm estabilizado. No caso do milho houve até queda no preço pago ao produtor. Basta acompanhar os dados do Deral nas últimas três semanas, no Paraná. Estamos na entressafra da comercialização. Além disso, para efeito de oferta e procura, pesa também a aproximação da colheita dos primeiros plantios de verão. Como se vê são fatores baixistas.
No entanto, o custo da alimentação do gado continua subindo. Os preços dos concentrados tiveram uma valorização de 33,8% em novembro, segundo a Scot, que aponta o milho como recordista, acima de 80%. Em são Paulo, segundo a mesma fonte, o melhor preço passou de R$ 250,00/tonelada, em outubro, para R$ 466,67/t em novembro.
A Scot informa também que a poupa cítrica sofreu desvolorização de 25% no mesmo período. A safra de laranja no Esdado de São Paulo explica o comportamento, tanto que a maior cotação para a polpa, que era de R$ 234,00/t, em outubro, caiu para R$ 175,00/t em novembro.
Roberto Rodrigues
chega ao Ministério
da Agricultura
O empresário Roberto Rodrigues, usineiro da cana no Estado de São Paulo e cooperativista, mostrou boa comunicação na entrevista ao ''Bom Dia Brasil'', esta semana. Os planos também são bons. Pena que ele não falou como fazer, talvez pelo tempo da tevê que é curto. No caso dele, convenhamos, nao foi tão pequeno. Tudo ficou o superficial.
A indicação de Rodrigues foi bem recebida pelo empresariado rural. Os usineiros expressaram entusiasmo.
O usineiro Maurílio Biagi Filho Biagi, conselheiro da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), lembra - em declaração à Agência Folha - que Rodrigues é agrônomo e produtor de cana-de-açúcar na sua região. ''Ele conhece bem os problemas da agricultura brasileira e tem bom trânsito no mercado internacional'', ressalta Biagi.
Rodrigues é presidente da Associação Brasileira de Abribusiness (Abag) e ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional.
Cautela e canja
de galinha não
fazem mal a ninguém
O professor da Faculdade de Economia Agrícola (Fea), da Unicamp, de Campinas (SP), Pedro Eduardo de Felício, também acredita que 2002 foi o ano da pecuária brasileira. ''Mas, em alguns momentos fico preocupado com tanto entusiasmo. Fico pensando que sempre exportamos mais em decorrência ou da desvalorização do real ou de baixarmos cada vez mais os preços. Apesar disso, os segmentos que faturam com o aquecimento e que contam com o beneplácito da imprensa ávida por notícias boas, fomentam o entusiasmo dos que fazem a pecuária comercial, gerando novos investimentos. Até onde vai isso não se sabe''.
Valorizar o Sif
e deixar de ser
''macaquitos''
O Brasil, de acordo com Eduardo de Felício, tem um forte ''know how'' nas exportações de carnes bovina, suína e de aves. ''Nós temos o selo SIF (Serviço de Inspeção Federal) que já é uma tradição de qualidade na indústria brasileira de carnes (e de outros produtos de origem animal). É uma pena que estamos sempre preocupados em copiar os estrangeiros - somos mesmo um pouco ''macaquitos'' a imitar as novidades dos outros - e esquecemos de valorizar o selo do SIF com mais investimentos no Serviço de Inspeção, em termos de salários, treinamento, reciclagem e valorização profissional com alguma publicidade a respeito da responsabilidade que esse trabalho envolve. Mas achamos mais moderno investir em publicidade na Europa, em feiras na Alemanha, por exemplo.''
Fort Dodge
lança vacina
contra raiva
A Fort Dodge Saúde Animal Ltda, que faz parte da Wyeth (EUA) lançou a vacina líquida inativada contra raiva dos bovinos, ovinos e caprinos. A vacina tem o nome de Rai-Vac K e é vendida em frascos de 1, 10, 20 e 50 doeses e pode ser aplicada em animais a partir de quatro meses de idade, por via subcutânea, na dose de 2ml por animal. Em áreas de alta incidência de raiva a empresa recomenda revacinar anualmente. A empresa também atua na fabricação de medicamentos para equinos, suínos, aves e pequenos animais.
Leilões de
de café em
2003
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou esta semana o calendário dos leilões para a venda de café dos estoques governamentais para o próximo ano. Serão promovidos 12 leilões com a oferta de 20 mil sacas por mês.
Os leilões, realizados pelo sistema eletrônico do Banco do Brasil, acontecerão nas seguintes datas:
Janeiro - dia 15
Fevereiro - dia 12
Março - dia 12
Abril - dia 16
Maio - dia 14
Junho - dia 11
Julho - dia 16
Agosto - dia 13
Setembro - dia 17
Outubro - dia 16
Novembro - dia 12
Dezembro - dia 10
Pecuária estimulou
venda de
material genético
O objetivo de produzir com qualidade, utilizando os melhores animais, elevaram o investimento em tecnologias. O desempenho da carne brasileira no mercado internacional também foi um impulso e os índices podem ser medidos pela venda de material genético, destinados a melhorar a qualidade do rebanho de elite e de produção. A Lagoa da Serra, por exemplo, uma das empresas líderes nesse mercado, teve um crescimento de 11% na venda de sêmen este ano (pertencente à Holland Genetics, a Lagoa utiliza o mesmo ano fiscal da matriz: setembro a agosto).
Este ano foram vendidas 1,6 milhão de doses de sêmen contra 1,45 milhão no período passado. Segundo o gerente de marketing da Lagoa, Maurício José de Lima, a empresa saltou para 27% na participação do mercado brasileiro de genética animal. Nos últimos 12 meses a empresa apresentou crescimento de 54% na comercialização de sêmen da raça nelore (padrão com 54% e mocha com 81%).
FOLHA RURAL VOLTA EM JANEIRO
A Folha Rural entra em férias na próxima semana e volta no dia 25 de janeiro. Aos nossos leitores, anunciantes e fontes de informação, nossos agradecimentos e votos de Feliz Natal e sucesso no ano novo.
A equipe





