GIRO
Cardiologista
sugere consumo de
carne vermelha
O cardiologista Adib Jatene, ex-ministro da Saúde, falou esta semana na abertura do 5º Congresso Brasileiro de Raças Zebuínas, em Uberaba, abrindo o ciclo de debates sobre ''Mitos e Realidades da Carne Bovina - do Pasto ao Prato''. Ele defendeu carne bovina como ''alimento essencial''.
Segundo Jatene, o mito que se criou em torno da carne vermelha é resultado de estudos feitos após a 2 Guerra Mundial sobre as causas da arteriosclerose (obstrução e deficiência das artérias coronárias), atribuindo o problema à gordura saturada contida em alguns alimentos. De acordo com esses estudos, a principal causa das obstruções e gangrenas decorrem do excesso de gordura saturada no corpo.
''Na verdade, privar uma pessoa com colesterol alto de se alimentar da carne vermelha é atitude que não elimina satisfatoriamente o problema'', disse. Produtos do mar, como lagosta, e a carne de frango com pele, têm mais gordura saturada do que a carne bovina.
O conselho que Jatene dá para as pessoas é uma alimentação balanceada e exercícios. ''O sedentarismo é o grande vilão que prejudica a saúde humana'', afirmou.
Exportações
de setembro
foram maiores
Saiu esta semana o resultado dos embarques de carnes para o mercado externo em setembro. As exportações brasileiras de carne bovina tiveram um bom desempenho, ao serem levemente melhores que em agosto passado. As exportações totalizaram 80,7 mil toneladas equivalente carcaça e renderam US$ 91,6 milhões, um resultado que continua apontando para que neste ano de 2002 os resultados sejam apenas levemente superiores aos alcançados em 2001, como estamos prevendo desde o início deste ano.
Anunciado mais
um recorde de
produção
O governo anunciou (detalhes nesta página) a previsão da safra 2002/03 como se fora ele o plantador e o gestor dos fatores de produção. Também deve fazer chover. Tais previsões só confundem o mercado por falsearem a realidade da oferta. Com base em ''mais um recorde'' (todos os relatórios anuais ou mensais apontam recordes) o mercado faz ''corpo mole'', supondo grandes ofertas. Convém para o mercado pensar assim. Esses números - embora não confirmados - dão parâmetros para o mercado futuro que, por sua vez, é referencial para o mercado físico. Logo, exerce influência sobre oferta e demanda. É a galinha cantando antes de botar. Afinal, a safra não foi plantada e a seca já compromete. Ninguém duvida a metodologia e seriedade do prognóstico. Porém é preciso esperar - com fé e otimismo - que se confirme.
Lavoura pede
um projeto para
seguro rural
Neste momento, diante de tantas perdas no milho e no feijão, causadas pela estiagem, o que os agricultores querem mesmo é a certeza de, um dia, poder contar com um seguro eficaz. Dois anos atrás muitos dos que contrataram seguro da com a Cosesp tiveram decepção. Nem o governo, nem as cooperativas ou entidades dos produtores, enfim ninguém, conseguiu apresentar uma proposta capaz de atender a todos os setores da produção em suas especificidades. Quem tem lavoura coberta por seguro é por mérito da própria iniciativa. Mas às vezes isto sai muito caro.
Arquivo Folha
FR 2T 26
Geminivírus
é ameaça à
tomaticultura
O tomate é a segunda olerícola mais plantada e consumida no país, só perdendo para a batata. No Paraná, a produção de tomate está distribuída em todo o Estado. Maior número de plantações está em alguns municípios do Norte Pioneiro e na região Sul, principalmente na região Metropolintana de Curitiba. A grande produção, porém, se concentra no Estado de São Paulo.
A tomaticultura Está ameaçada por doenças causadas pelo geminivírus, segundo o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Tavares, consultor técnico e responsável pela identificação do primeiro híbrido resistente ao geminivírus TYLCV, o tomate Densus. O assunto será tratado na Reunião Anual do Instituto Biológico, dias 5 e 6 de novembro, em São Paulo.
Três milhões de t
e 200 mil empregos
diretos
Em sua cadeia produtiva, o tomate abriga dez mil produtores, que produzem cerca de três milhões de toneladas/ano, gerando empregos diretos e indiretos para 200 mil pessoas. Mas os bilhões de reais gerados pela tomaticultura, nos segmentos indústria e mesa, correm o risco de perder-se caso não haja uma solução rápida para o geminivirus, principal doença que ataca lavouras nas principais regiões produtoras.





