Indústria de milho
complicou a vida
da avicultura


A indústria moageira de milho não foi nada solidária com sua principal parceira, a avicultura, na crise que o setor está atravessando, em consequência da queda na produção de matéria-prima, que encareceu a ração. Diante da redução da margem de lucro e da dificuldade em repassar os custos, a indústria moageira foi logo reduzindo a produção (oferta) - o que agravou a situação da avicultura. A observação é do empresário Evaldo Ulinsk, diretor do grupo Big Frango, de Rolândia. Ele não é o único a reclamar. Outros agentes desse mercado acham que a indústria moageira praticou o que eles chamaram de ''anti-mercado''. Ulinsk acha justo que o produtor de milho seja melhor remunerado e que a saca de milho a US$ 5,50 é razoável. O problema é que o País não tem consumo para absorver as altas de preços. Ulinsk acha que a crise está chegando ao fim. Com o fim da especulação em torno do dólar, o abastecimento também se normaliza com o aumento da oferta.



Impasse: Paraguai
dificulta controle
da aftosa


As relações entre o Brasil e o Paraguai, com relação ao controle da febre aftosa, chegaram a um impasse esta semana. O governo do Paraguai impediu que a equipe de técnicos do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) e de veterinários do Ministério da Agricultura realizassem coleta de material em animais de uma propriedade no município de Corpus Christi, na província de Canindeyu, onde há suspeita de ocorrência da doença. Diante desse fato, o governo brasileiro decidiu manter a fronteira entre os dois países fechada até que seja comprovada a inexistência de aftosa, com a realização de testes por uma entidade neutra, como o laboratório do próprio Panaftosa ou de outro instituto com renome mundial, informou o secretário de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos de Oliveira.




Omissão do
governo emperra
rastreabilidade


A omissão do governo em subsidiar ou arbitrar uma discussão convergente sobre custos da rastreabilidade está resultando num impasse sobre quem deve pagar os custos desse menitoramento. Os frigoríficos, que se beneficiam de um produto de qualidade para competir no mercado externo, estão fingindo que não é com eles. E os pecuaristas também não querem assumir o preço do investimento. Para o empresário e pecuarista José Eduardo de Andrade Vieira, é ilusório achar que o mercado se encarregará de pôr as coisas em ordem. O mercado, nesse caso, é como o tempo, conspira contra o produtor, que precisa comercializar o produto ao final do ciclo. O boi gordo, em idade e peso de abate, tem que dar lugar para outro.
Ulinsk acha que o pior já passou. Com o câmbio voltando ao normal, o abastecimento também se normaliza.



Temendo calote,
indústrias abortaram
compra antecipada


Boato: quando o preço da soja sinalizou com fortes altas, no início de setembro, as indústrias teriam desestimulado negócios antecipados. É que os bons preços daquele momento poderiam levar ao não cumprimento da entrega no caso dos contratos fechados a preços bem inferiores, vigentes entre maio e julho. Mas, ninguém - trades ou indústrias filiadas à Abiove - assumiu a ''recomendação''. O mercado, porém, coleciona histórias de fornecedores que não honraram o compromisso ao verem o preço aumentar mais tarde. Esses produtores imaginaram que o comprador foi oportunista e se aproveitou de informações (previsão) privilegiadas - o que, certamente, não procede. Mesmo assim, os contratos para entrega e recebimento em abril/maio representam quase 40% da futura colheita.


''SAFRAS'' vai
mostrar tendência do
milho, trigo e soja


SAFRAS & Mercado realiza seminário sobre as tendências de mercado e projeções para o abastecimento de Soja, Milho e Trigo. Será em Curitiba, no Hotel Lancaster, no próximo dia 25, às 13h30. Falarão os especialistas
Flávio França Júnior e Paulo R. Molinari, economistas e analistas de SAFRAS & Mercado. Mais informações no site www.safras.com.br ou através do fone (51) 3224 7039 r. 209. Ou ainda: (41) 323-2155.



Projeto da Citros
gera emprego e
renda na região


O plantio de laranja dentro do sistema integrado da Corol (Projeto Citros) está gerando emprego e renda na área rural de Arapongas. Segundo a Emater local, 16 produtores da Gleba Orle, integram o projeto e ocupam uma área de 197 ha. Neste ano eles foram responsáveis por uma colheita de 1.800 toneladas das variedades pêra, valencia, folha murcha e Iapar 73. Conforme a engenheira agrônoma Luciana Seyr, da Emater, os produtores vêem no plantio da laranja uma opção rentável. Além de fazer o acompanhamento técnico, a Corol garante a comercialização.

Sucos - O projeto de citricultura da Corol é desenvolvido há dez anos através de um trabalho integrado em que a cooperativa participa de todo o processo, do fornecimento de mudas à comercialização. Com a inauguração da fábrica de sucos, em outubro do ano passado, o projeto foi estendido para outros municípios. A fábrica, que tem capacidade para 4 milhões de caixas/ano, custou R$ 14 milhões.

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