Na última hora,
uma proposta
de seguro

Agora que o atual governo está no fim, o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, anunciou, esta semana, o Programa de Incentivo ao Seguro Rural. Para garantir a medida, o ministro está propondo anteprojeto de lei que autoriza o governo a pagar parte do custo de contratação do seguro pelos agricultores na safra 2003/04. Seguro é problema sério. Desde o início dos anos 90, quando a falta de recursos esvaziou o Proagro (que, pelo menos, cobria o financiamento do banco), a produção não tem cobertura contra riscos climáticos. Três anos atrás, agricultores que contrataram a Cosesp tiveram prejuízos face ao atraso no pagamento das indenizações. No entanto, há boas propostas de seguro que não são adotadas.



O Ministério da Agricultura adotou medidas importantes contra a aftosa, esta semana. 1) Fechou a fronteira do Brasil com o Paraguai diante da suspeita de focos no município de Corpus Christi, província de Canindeyu, que faz divisa com Mato Grosso do Sul; 2) Antecipou a terceira etapa de vacinação antiaftosa em bovinos (prevista para novembro) nos municípios de Sete Quedas, Japorã e Paranhos, que possuem rebanho de quase 300 mil animais. 3) Para evitar a contaminação do gado brasileiro, o Mapa pediu apoio do Exército na vigilância das áreas fronteiriças. No Mato Grosso do Sul a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), aumentou a vigilância e solicitou ajuda da Polícia Militar.


EUA quer mais
carne do Brasil,
sem aftosa

Uma equipe do Usda vai visitar as regiões Centro-Oeste e Sul para ver como anda o controle da febre aftosa. Muitas empresas dos EUA estão interessadas na carne brasileira, mas problemas sanitários impedem que elas importem o produto ''in natura''. Por enquanto a preferência é para a região Sul e o Estado de São Paulo.
Esta semana as autoridades sanitárias da África do Sul aprovaram a retomada das importações de carne sem osso e de carne suína, procedentes de zonas livres de aftosa e de peste suína clássica. África não permitia a importação desde o surgimento da aftosa no Rio Grande do Sul, há dois anos. As negociações com o governo sul-africano foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura. Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos de Oliveira, as autoridades daquele país relutavam em aceitar produtos de áreas que vacinaram contra a aftosa e a peste suína clássica, mas que o Brasil mostrou tecnicamente a inconsistência da argumentação, uma vez que a área livre de vacinação é reconhecida internacionalmente. Agora a reativação do comércio depende apenas do setor privado. O resultado dessas negociações reflete no aumento do superávit da balança do agronegócio tanto em 2001 quanto o projetado para 2002, acima dos US$ 20 bilhões.


Preço do trigo
não pára de subir;
milho cai um pouco

Em ascensão desde julho, os preços do trigo tiveram forte alta esta semana no mercado interno. Na quarta-feira, a saca foi negociada de R$ 33 a R$ 34 nos preços pagos aos produtores no Norte e Oeste do Estado. No mercado de lote, a tonelada chega a R$ 640. A alta do trigo no mercado interno ocorre devido aos elevados preços do produto importado. As importações ficaram mais caras devido à crise cambial. Mas os estoques mundiais também estão baixos.
O mercado futuro reduziu os preços do milho para ser entregue no início de 2003. No contrato de janeiro, a saca recuou para R$ 21,10 (menos 1,9%). Houve queda de preços também nos contratos de março e de maio. Já o de novembro deste ano manteve o preço aquecido em R$ 22,45/saca.


'Programa do
Calcário' vai
financiar R$ 12/t

A imprensa não deu muito espaço mas esta semana foram lançados dois programas de governo para agricultura. Um incentiva o uso de calcário: haverá crédito a juros diferenciado. Cada produtor rural terá incentivo de até R$ 12,00 por tonelada de calcário adquirida, limitada a 60 toneladas por beneficiário final. O total de recursos previstos na primeira etapa do projeto é de R$ 15 milhões, o necessário para beneficiar 20 mil produtores. O outro programa trata da implantação de viveiros florestais. Poderia ser uma rotina do setor competente.


Curso sobre criação
de avestruzes
para iniciantes

Hoje, a partir das 9 horas, no Hotel Bourbon, em Londrina, começa será realizado o curso sobre criação de avestruzes. O negócio muito é rentável mas exige investimento e conhecimentos sobre manejo das aves. Informações ®MD77¯(43) 3399-3939. ®MDNM¯




Ministério credencia
imunogenética animal
da Unopar

O Ministério da Agricultura, através do Secretário de Apoio Rural e Cooperativismo, Rinaldo Junqueira de Barros, credenciou, esta semana, o Laboratório de Imunogenética Animal da Universidade Norte do Paraná, para a realização de testes de análise de paternidade em bovinos.
O Laboratório de Imunogenética (LIA-Unopar) foi criado em setembro de 1999 e está localizado em Arapongas. É o 4º laboratório de imunogenética animal credenciado no Brasil e o único no Sul do País.
Com infra-estrutura necessária para os testes de acordo com as normas exigidas pelo Ministério, o LIA teve o aval do International Society for Animal Genetics (ISAG), entidade responsável pela avaliação científica dos testes comparativos de DNA e tipagem sanguínea.
Os testes de tipagem sanguínea possibilitam os registros e a identificação dos animais. A análise de parentesco é baseada nos princípios de herança e exclusão genética e possui uma ampla margem de segurança devido a alta variabilidade dos sistemas testados.
O Laboratório de Imunogenética, além de prestar serviço à pecuária, tem como objetivo contribuir para a qualidade dos cruzamentos de bovinos; dar suporte técnico às pesquisas de melhoramento genético e imunologia animal; pode servir de apoio ao curso de Medicina Veterinária da Unopar nas disciplinas de Genética, Melhoramento Animal, Imunologia e Clínica Médica, além de oferecer aos estudantes do curso de medicina veterinária conhecimentos teóricos e práticos de imunogenética e oportunidade de realização de estágio.

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