GIRO
Geada da surpresa,
do feijão e...
da especulação
As geadas atingiram o feijão ainda em fase de crescimento, mas o preço aumentou nas gôndolas dos supermercados. As geadas do início desta semana nas regiões Sul e Sudeste até agora tiveram pouco impacto nos preços agrícolas, com exceção do feijão. Até terça-feira, 30% da área de feijão já havia sido plantada (cerca de 125 mil ha). Com as geadas, mais de 70 mil ha foram perdidos. ''Os produtores vão ter que plantar tudo novamente'', segundo Vera da Rocha Zardo, agrônoma do Deral esta semana, à Agência Estado. O frio afetou principalmente as plantações de feijão no sudoeste do Paraná e de trigo em todo o Estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), previu nova frente fria neste sábado.
Curso de sanidade
de peixes começa
no próximo dia 16
O Centro de Ciências Agrárias, o Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e o Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, da Universidade Estadual de Londrina, promovem de 16 a 19 de setembro, o Curso de Sanidade de Peixes. Será no auditório do condomínio da cidade universitária. O programa é extenso e inclui palestras sobre diagnósticos, doenças e problemas sanitários, manejo na criação de peixes em água doce. Participam professores das universidades de Londrina e Maringá. Haverá palestra dos especialistas Carlo Turili e Giuseppe Bovo, do Instituto de Zooprofilaxia de Veneza (Itália); Maria José Tavares Ranzani de Paiva, do Instituto de Pesca de São Paulo; Ângela Teresa Silva e Souza, Júlio Herman Leonhardt, Lucienne Garcia Pretto Giordano e Rogério Salvador, da UEL e Gilberto Cezar Pavanelli, da UEM. Informações com Júlio de Freitas, e-mail [email protected] ou no telefone 43-371-4485. Sobre piscicultura lei também na página 5.
Após devastação
resolveram
discutir o palmito
O Encontro Paranaense sobre Palmitos Cultivados: o agronegócio pupunha e
palmeira-real, termina hoje em Praia de Leste/PR. O Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador de palmito do mundo. Cerca de 95% do palmito consumido é produzido no país. Esse fator, contudo, acelerou a exploração desenfreada
de espécies nativas. No litoral do Paraná a devastação nos últimos anos não teve trégua. Omissão, ineficácia e cumplicidade dos órgãos de governo nos últimos 20 anos facilitaram a ação de exploradores. Nas décadas de 40 e 50, o Estado do Paraná era responsável por quase 100% da produção nacional. Com o extrativismo, houve uma drástica redução na área de matas nativas no litoral paranaense, o que ocasionou uma queda de 99% na produção. A onda agora são os plantios comerciais. A devastação no Paraná é acintosa porque ocorreu em cima do nariz do governo.
(desenho)
FR 2i 7
A safra 2002/2003 ainda não foi plantada, começa agora em outubro. Mas o ministro Pratini de Moraes, já está prevendo o resultado da safra 2003/2004. Será de 104 milhões de toneladas. Ele se baseia na expansão das áreas e no aumento da produtividade. Futurologia à parte, a Conab divulgou esta semana maisum levantamento da safra 2001/2002, avaliada em 98,7 milhões de toneladas de grãos oleaginosos. O destaque é a colheita recorde de soja: 41,9 milhões de toneladas (+9% ou 3,5 milhões de t). A safra anterior, 2000/2001, foi de 38,4 milhões de t. A previsão para safra 2002/03 fica
Por uma Sociedade
Rural mais
representativa
Atualizar o estatuto da Sociedade Rural de Maringá é uma das propostas do presidente do Núcleo dos Criadores de Nelore de Maringá, Edi de Oliveira Vieira, candidato a presidente da Sociedade Rural, pela chapa Renovação. Segundo ele, a entidade tem que ter mais participação dos associados.
''Queremos criar um conselho feminino e a Rural Jovem para que os filhos dos pecuaristas e produtores rurais tenham desde cedo o direito de participar da direção da entidade e de efetivamente participar dos projetos que a Sociedade Rural desenvolve'', salienta.
Com mais representatividade nos conselhos, Edi acredita que a Sociedade Rural de Maringá deixe de ser uma entidade voltada apenas para os interesses de um pequeno grupo de associados. ''Não queremos manter uma entidade elitizada'', diz.
Questão social e
Integração com
a comunidade
Outra proposta da chapa Renovação é desenvolver na Sociedade Rural de Maringá projetos de cunho social. A parceria com a Associação Norte Paranaense de Reabilitação (ANPR) pode ser ampliada, segundo Edi. A idéia é reativar a escola de equitação da Sociedade Rural e mais do que isso, construir salas de aulas para que os alunos recebam toda a parte teórica sobre os cuidados com os animais e sobre as técnicas da equitação. ''É comprovado que a aproximação com os animais, e com os cavalos em especial, ajuda no desenvolvimento dos portadores de deficiências e essa aproximação nós temos condições plenas de proporcionar'', salienta Edi. Além disso, ele defende o acesso mais fácil das pessoas à Sociedade Rural.
''Nossa proposta é promover eventos com preços mais acessíveis à população de uma forma geral'', destaca. A redução dos preços dos eventos patrocinados pela Sociedade Rural é perfeitamente possível, segundo Edi, com o fim da terceirização dos serviços. ''A diretoria da Sociedade Rural tem que ter condições de realizar um evento, senão ela passa de patrocinadora para mera espectadora do evento'', afirma.





