GIRO
''Agregar valores é
expressão desgastada.
Deveria ser proibida''
Das duas uma, ou o futuro governo parte logo para ação concreta, ou deve riscar do discursos a expressão ''agregação de valores'' na agropecuária, que pressupõe industrializar e comercializar as matérias-primas. A crítica é de Paulo Nolasco, presidente do Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional (GPDR), que inclui preocupações com o agronegócio. O governo FHC não criou nada nessa linha da agroindústria. Ele também acha que os presidenciáveis não dominam temas relacionados com a agricultura.
''Não conhecem nem
os problemas, quanto
menos as soluções''
''Os candidatos só falam em problema, não apontam solução viável. E, no enfoque do problema, falam dos efeitos e pouco sabem sobre as causas. Agricultura é solução; eles não falam sobre a solução. Um erro cometido pelos atuais governantes: eles se queixam dos subsídios que os EUA e UE dão para a agricultura. Na verdade teriam que utilizar a mesma arma e beneficiar um setor que carrega carga tributária insuportável. Então, em vez de lamentar os subsídios dos outros, por que não subsidiar a produção brasileira com uma política de longo prazo, reclamada há 50 anos?''. (Do produtor Rudolf Hulsmeyer (foto).
Enfim, uma forma
inteligente para
recuperar preços
''Finalmente arrumaram um instrumento inteligente, o contrato de opão de vendas (ao governo) para alavancar o preço do café. É um seguro de preços. As cooperativas entraram firmes. Hoje, quem fez opção, sabe que no dia 2 de dezembro pode liquidar a R$ 130,00 (tipo 6, bebendo dura). O mesmo café, na terça-feira, não passou de R$ 92,00, em Londrina e Maringá. Para fazer o contratro, o produtor não desembolsou mais que 80 centavos/saca''. Comentário de Marcelo Fraga, produtor de café em Jardim Alegre, sobre o leilão de opção/café.
Baixos preços dos
suínos são vistos
como fracasso da APS
Se nem a CPI dos Alimentos conseguiu levar os supermercadistas à audiência pública (na última seguda-feira), pouco se poderia esperar da Associação Paranaense dos Suinocultores (APS) para evitar a transferência de rendas das granjas para os supermerecados. No entanto, setores da própria suinocultura estão debitando à APS a ausência de uma estratégia para, ''pelo menos'', aumentar o consumo. Faltou, segundo essas fontes, ''uma maior afetividade nas ações da APS''. Uma negociação com os supermercados talvez não fosse suficiente para levantar os preços, mas poderia, no mínimo elevar o consumo, através de promoções na capital e nas grandes cidades. Tanto que em cidades onde as lideranças locais ''se mexeram'' houve promoções e aumento de consumo.
Curso de sanidade
de peixes
em setembro
O Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e o Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, da Universidade Estadual de Londrina, promovem de 16 a 19 de setembro, o Curso de Sanidade de Peixes. Será no auditório do condomínio da cidade universitária, ao lado do acesso a reitoria da universidade. O programa inclui palestras sobre diagnósticos, doenças e problemas sanitários, manejo na criação de peixes em água doce, entre outros temas. Participam professores das universidades de Londrina e Maringá. Está prevista palestra dos especialistas Carlo Turili e Giuseppe Bovo, do Instituto de Zooprofilaxia de Veneza, em Padova, na Itália.
Embrapa se queixa
dos cortes de
recursos
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável pelo desenvolvimento de tecnologias para aumentar a produtividade, está vivendo, neste momento, uma das suas piores crises financeiras, informa sua a assessoria do Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Corte. Com os recursos para custeio da pesquisa contingenciados nos últimos sete meses - quando a empresa recebeu a liberação de apenas 30% dos recursos totais previstos para o primeiro semestre do ano -, a diretoria da Embrapa já determinou o não-pagamento de contas pendentes e o enxugamento de despesas nas suas 40 unidades de pesquisa, para cumprir os limites estabelecidos pela Presidência da República. Dos R$ 642 milhões aprovados pelo Congresso Nacional e pelo governo federal para a Embrapa em 2002, R$ 159 milhões estavam previstos para custear as atividades de pesquisa da empresa e a sua manutenção. O problema é que até o momento, só foram liberados R$ 48 milhões para a empresa garantir as centenas de projetos.





