Professora da
UFPR recebe prêmio
de melhor tese

A professora Vania Di Addario Guimarães, do departamento de Economia e Extensão Rural, da UFPR, recebeu prêmio de melhor tese de doutorado em Economia Rural. O prêmio, chamado ''Edson Potsch Magalhães'', foi concedido pela Sociedade Brasileira de Economia Rural (Sober). A premiação aconteceu durante o 40º Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural, no final de julho, em Passo Fundo (RS). A tese foi defendida por Vania na Esalq/USP, de Piracicaba (SP). O tema é Ánalise do Armazenamento do Milho no Brasil com um modelo dinâmico de expectativas racionais e teve como orientador o professor Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, da Esalq/Cepea. Vania nasceu em Londrina e atualmente mora em Curitiba. Ela faz parte da equipe que produz a coluna Agromercado na Folha Rural.


Supermercados
são o vilão da
carne suína

A crise na suinocultura seria suportável se todos os elos da cadeia produtiva partilhassem das dificuldades e dos benefícios inerentes ao mercado. Mas, nesse momento, enquanto os produtores amargam prejuízos, os supermercados ganham horrores. Em alguns cortes a margem de lucro chega a 300%, segundo informou esta semana Irineu Wessler, diretor da APS. ''Nunca conseguimos sentar com os supermercados'' - reclama. A indústria, ao contrário, tem seus lucros, mas se mostra solidária neste momento; é mais aberta com relação às margens. Além disso, também reduziu suas margens - segundo Wessler. O mesmo não acontece com o varejo, a não ser no pequeno comércio das regiões produtoras, onde os supermercados fazem promoções. Mas as grandes redes são indiferentes.


Vai ''sair faísca''
na reunião de
segunda-feira

Mas, desta vez o varejo vai ter que sentar e ouvir os produtores. E vai ter que falar sobre seus suas margens - segundo Wessler. Ele disse que a CPI dos Alimentos decidiu que vai ''convocar'' os representantes dos supermercados para uma discussão na próxima segunda-feira, no Plenarinho da Assembléia Legislativa. A decisão foi tomada na reunião da CPI, na última segunda-feira, conta Wessler. Os produtores acham que os supermercados devem usar o bom-senso, reduzir suas margens e incentivar o consumo. Uma das saídas para a crise e a redução do consumo. Wessler disse que o Procon vai estar presente.



Palmito pode sair
50% mais barato,
desafia técnico

O palmito vendido nos supermercados atualmente é muito caro. Dificulta o hábito do consumo. É possível produzir mais barato, e o varejo, por sua vez, pode vender por um preço também menor, aumentando o consumo. Assim, todos saem ganhando. Hoje poucos ganham. O comentário é do engenheiro agrônomo Iolder Antônio Colombo, da Emater. Em Ibiporã, pequenos produtores vão produzir palmito de qualidade. As mudas já estão sendo colocadas em saquinhos. Foram adquiridas, pre-germinadas em Santa Catarina. O projeto é da Emater, prefeitura e produtores. O segredo da tecnologia está nos micronutrientes.





''Frango Feliz'' é
alternativa para
os pequenos

Os pesquisadores Antônio D. Coelho e Vicente José M. Savino, da Esalq/USP, estão trabalhando há cinco anos no projeto de frangos para criação semi-intensiva. No sistema as aves podem ser criadas em ambientes fechados e abertos. Atualmente, as aves destinadas ao consumo são criadas em condição de confinamento total, num sistema de produção intensivo. O projeto ''Frango Feliz'' já resultou nas linhagens ''caipirão'', ''7P'' e ''caipirinha'', as duas primeiras destinadas ao abate e a última com aptidão mista: fêmeas para postura e machos para o abate. As fêmeas produzem 240 ovos/ano contra 80 da galinha caipira e 360 da confinada.


Melhor desempenho
na produção com
pouco investimento

Os tipos de frangos, segundo os pesquisadores, são obtidos por seleção de genes favoráveis a certas características que melhoram a produção. A criação no sistema intensivo exige um mínimo de investimento para criar lotes de 10 mil a 30 mil frangos, demanda instalação, mão-de-obra e poder aquisitivo para realizar o transporte, fatores que determinam uma concentração cada vez maior do setor nas mãos das grandes avícolas. Já o sistema semi-intensivo exige menor investimento. As aves selecionadas pelo projeto são mais rústicas: resistentes a um meio em que não se tem todo o controle de sanidade. Porém, seu abate é por volta de 85 dias para os machos ''caipirinha'' e 65 dias para o ''caipirão'', mais tarde, portanto, que o das criadas intensivamente. Entretanto, o trunfo dessas linhagens, são as diferenças no ovo e na carne, considerada mais firme, com sabor, cor e textura específicos, destinada a um mercado limitado: pessoas interessadas em consumir produtos naturais.


Leilão de café
na terça, ''vem
para atrapalhar''

O Ministério da Agricultura divulgou quarta-feira edital com a oferta de 12.800 Contratos de Opção de Venda de Café (safra 2001/2002). O leilão está programado para terça-feira, dia 21, às 9h, pela Conab, em Brasília. A venda fica limitada a 10 contratos por produtor e, no caso de cooperativas, a 10 contratos por cooperado ativo. O valor mínimo do prêmio é de R$ 65,00 por contrato de seis t para o café arábica (t 6, bebida dura, 86 defeitos, peneira 13) e de R$ 38,50 por contrato de seis t para o robusta ( t 6, 86 def, 10% de grãos brochados. O está meio cético e alguns operadores acham que leilão não ajuda, só confunde.

Certificação só
dentro das regras
do Sisbov

O presidente do Instituto Genesis, de Londrina, Henrique Victorelli Neto, participou no último dia 6, em Brasília, de reunião sobre o Sistema de Identificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), com o Secretario de Defesa Animal (SDA), Luiz Carlos de Oliveira. No encontro, que reuniu representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), das empresas certificadoras credenciadas e da SDA, ficou estabelecido que a partir do dia 2 de setembro, a certificação de produtos com destino à União Européia somente poderá ser concedida, obedecido os procedimentos que regulamentam o Sisbov. Os técnicos somente expedirão certificação de produtos com destino ao Mercado Europeu, quando a matéria-prima for proveniente de animais que cumprirem os requisitos de identificação fixada pela legislação do Sisbov.

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