Projeto estuda
custos da
arroba do boi


Duas fazendas do interior de São Paulo estão fazendo um trabalho com apoio de técnicos da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) para saber quanto custa produzir uma arroba de boi. O estudo está sendo feito nas fazendas Água Milagrosa e Córrego de Santa Cecília. O projeto, chamado TAB 57, começou em 2000 e, segundo os técnicos, é inédito no País. O estudo é feito com levantamento de custos de produção aliado à performance dos animais. O diferencial é que os gastos não se restringem apenas ao pasto. As despesas com manutenção de máquinas e da propriedade, com setor administrativo e com mão-de-obra, também são computadas e influenciam no custo final. Em meados de julho foi concluída parte de uma das etapas do TAB 57, que permitirá determinar quanto custa produzir o bezerro até o desmame (em torno dos 7 meses de idade). No final será definido qual o custo de produção por área ocupada. Os custos registrados até agora estão à disposição dos interessados nos sites www.aguamilagrosa.com.br e www.tabapuadocorrego.com.br. O resultado final está previsto para julho do ano que vem.



Sindicato Rural
alerta sobre
declaração do ITR


É tempo de se preocupar com o Imposto Territorial Rural (ITR). Os sindicatos rurais do Paraná estão orientando seus associados para que não deixem para última hora. O Sindicato de Londrina manterá uma equipe de funcionários especializados à disposição dos associados entre os dias 2 e 27 de setembro. Esses funcionários vão preencher as declarações. O prazo de entrega fixado pela Receitaa Federal termina dia 30 de setembro. A Receita aplica multa para declarações fora do prazo. Quem não fez declaração no Sindicato, no ano passado, deverá levar o disquete contendo a declaração entregue na Receita.


CPI do porco
pode terminar
em pizza


No dia 12 de agosto, segunda-feira, às 8:30 horas, na Assembléia Legislativa do Paraná, haverá audiência pública sobre a CPI da suinocultura. Produtores e outros agentes da cadeia suinícola vão expôr suas dificuldades de mercado e custo de produção. Na oportuidade será organizado o ''Dia do Protesto do Suinocultor do Sul'' através de uma carreata, que irá percorrer as principais ruas da cidade. O protesto é iniciativa da Associação Paranaense de Suinocultores, Regional (Suinosul) e Associações Municipais de Curitiba, Rio Negro, Lapa, Palmeiras, Imbituva e Castro. A CPI corre o risco de terminar em pizza se os deputados da comissão não se reelegerem.


Quadro do custo
não deve mudar
tão cedo


Os suinocultores do Sul estão preocupados com os baixos preços da carne e altos custos dos insumos. Nos últimos dias, os preços do farelo de soja e do milho subiram, enquanto as cotações do suíno recuavam. AS indústrias de ração prevêem um possível desabastecimento do mercado interno de milho no próximo ano, o que pode ser comprovado pela redução da compra de sementes do produto. Com o bom preço da soja, beneficiada pela redução da safra norte-americana e acentuada vantagem cambial, a área do milho será bem menor do que se imagina. As estimativas oficiais estão subestimando a redução da área do milho, cujo lucro não pode ser comparado ao da soja. O Paraná, forte produtor de suínos, teme a falta de milho ainda este ano. O milho importado terá preços muito altos por conta do dólar.


Mandioca reage
com demanda de
outros Estados


O plantio de mandioca da safra 2002/3 ainda está em ritmo bastante lento no Paraná, o que poderá resultar em nova redução de área, informa o Deral. Assim, acredita-se que os preços possam reagir e os produtores consigam melhores lucros com a venda da produção em 2003, já que na última safra o lucro foi só das fecularias e farinheiras. Até o final de julho as fecularias estavam vendendo o produto entre R$ 8,50 e R$ 9,50 a saca de 25 kg. Entretanto, nos primeiros dias deste mês, com a procura por compradores de outros Estados, os preços começaram a reagir. A saca está valendo entre R$ 10 e R$ 11.



Seab promove
encontro para
''avaliações regionais''

Para avaliar as ações e projetos implantados na região administrativa de Londrina, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento vai reunir técnicos e lideranças dos municípios da região. Será no próximo dia 13, às 14 horas, no Hotel Sumatra, à rua Souza Naves, 803.



César Augusto
FR 2A 10

Tempo de regular
semeadeira para
safra de verão

Máquinas em ordem para início de uma nova safra: milho e setembro e soja a partir de outubro no Oeste, Noroeste e Norte. No Sul, a partir de outubro/novembro. Mas tudo dependendo do clima. Neste período que antecipa os plantios, ocorrem treinamentos de operadores. ''Máquinas cada vez mais eficientes e modernas garantem um plantio econômico e tecnicamente perfeito, mas precisam bons operadores'' - comenta Adelar Sieben, técnico da John Deere. Ele e seu colega Arnaldo Schreiber, estão treinando operadores de máquinas (agricultores, filhos de agricultores e empregados). A precisão dos equipamentos fascina mas o ''piloto'' tem que tirar o máximo de proveito dessa tecnologia.


Arquivo Folha
FR 2B 10

Matéria-prima não
subiu tanto. Mas, no
varejo, preço explode


Os queijos estão até 10% mais caros. A instabilidade do real começa a colocar a indústra de alimentos em alerta. A Sadia decidiu operar com planilhas abertas e repassar os custos globais para o consumidor. Fabricantes de massas ameaçam com tabelas entre 25% e 30% mais altas. A Perdigão faz contas e ainda acha prematuro arriscar números, mas garante que haverá majoração.
Apesar da destemperança do mercado, a produção e as vendas se mantiveram firmes no primeiro semestre, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Alimentícia (Abia). ''Agosto é o mês de inferno astral do Brasil para tudo voltar ao normal em setembro'', profetiza Dênis Ribeiro, economista da entidade.

Trigo e petróleo
preocupam as
indústrias de massa


A indústria está preocupada com os preços dos insumos importados, sobretudo, trigo e petróleo, nesse último caso, batendo nas embalagens'', ressalta.
O trigo, por exemplo, vem sofrendo forte pressão nos últimos quatro meses e saltou de US$ 125 a tonelada para US$ 175 no período. ''Ainda assim não sei se será possível aumentar preços nesses níveis'', esclerece, Dênis Ribeiro, presidente da Abia. E emenda: ''o mercado está retraído e quem comanda é o consumidor, que está ressabiado''. Mas, ao mesmo tempo em que reclama, a Abia mostra dados apontando que o crescimento do consumo (2,5%) foi maior que a produção (1%) no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

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