Dá para acreditar que os EUA querem retirar os subsídios?



No próximo dia 5, a Organização Mundial do Comércio (OMC) começa a tomar uma decisão que interessa ao agronegócio brasileiro e a todos os empresários rurais. É sobre a nova lei agrícola norte-americana que, além de advogar a eliminação de subsídios à exportação, ainda prega tetos mais baixos para subsídios à produção. Acredite quem quiser. O sr. Pedro de Camargo Neto, secretário da Produção do Ministério da Agricultura, tem dúvida: ''Não sei se o Congresso (americano) aprovaria a proposta apresentada pelo Executivo, considerando que as duas últimas decisões sobre agricultura foram a aprovação de uma Farm Bill protecionista e da Trade Promotion Authority (TPA) com restrições a produtos sensíveis'', afirma.

Lourenço recebe homenagem pelo desempenho da Cocamar
O presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, foi homenageado na última quinta-feira com o título de Cidadão Benemérito de Maringá. Ele tem 60 anos e está à frente da Cocamar desde o final de 1989; foi reeleito em três oportunidades. Cocamar é a segunda maior cooperativa do Paraná e a maior empresa do Noroeste; gera 2,6 mil empregos diretos e espera faturar R$ 715 milhões este ano. Detém o maior parque industrial entre as cooperativas brasileiras. O seu segmento de varejo (óleos vegetais, cafés, álcool e linha de lanches) espera movimentar R$ 120 milhões em 2002. A Cocamar está investindo R$ 15 milhões na instalação de mais três indústrias em Maringá, voltadas à fabricação de maioneses, sucos de
frutas e proteína de soja. A cooperativa tem 5,5 mil associados.


BB consegue fazer CPR decolar no Paraná
O Banco do Brasil não desistiu de oferecer a CPR (Cédula de Produto Rural) no Paraná, onde o desinteresse, quando do lançamento do papel, era grande. Acabou dando certo, apesar de números ainda modestos. Na última temporada de comercialização os negócios através da CPR neste Estado chegaram a R$ 62,8 milhões, muito pouco se comparados com os R$ 122,9 milhões de Minas Gerais. O fato é que os agricultores não vêem muita vantagem na CPR. Mas, em termos nacionais, o interesse cresce: os negócios feitos com a Cédula ultrapassaram os R$ 500 milhões neste ano, aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2001. A expectativa do Banco do Brasil é atingir R$ 1 bilhão até dezembro.


CPR foi criada para Produtor bancar custeio
A CPR é um documento emitido pelo produtor, avalizado pelo BB, ou outro agente financeiro, e que garante a venda de soja, ou outro produto, para entrega futura. Feito o contrato, o agricultor pode vender antecipadamente parte de sua safra para financiar os custos de produção. A CPR surgiu para substituir o crédito oficial, e para o agricultor se virar sozinho. O BB também pode financiar a compra da CPR pela indústria. As operações têm o mesmo juro da agricultura, com taxa diferenciada de 8,75%.


Sadia tem lucro líquido de R$ 69,2 milhões no semestre
Nem tudo são crises na cadeia do frango e do suíno. A Sadia fechou o semestre com uma receita operacional bruta de R$ 2,02 bilhões, 11,1% maior do que a obtida no mesmo período de 2001. A receita com expotação, de R$ 789,7 milhões, foi 17,7% maior, representando 39% do faturamento bruto. O lucro líquido, de 69,2 milhões, foi 38,5% menor do que o lucro do primeiro semestre do ano passado. No mercado interno a receita totalizou R$ 1,23 bilhão, 7,3% maior do que a obtida no primeiros semestre de 2001, com destaque para as vendas de suínos e produtos industrializados. No mercado externo o destaque ficou para as vendas de carne suína, cuja receita cresceu 73% sobretudo em razão da conquista de novos mercados e da conslolidação dos negócios com a Rússia.



Sinal vermelho para suinocultura e avicultura
Se a situação da suinocultura já não é boa, há sinais de agravamento no custo da ração. Além da redução da futura safra de milho - em favor da soja que acena com lucro maior para o produtor -, ainda há a concorrência do mercado externo, interessado no milho não transgênico do Brasil. A engenheira agrônoma Rossana Bueno de Godoy, do Deral, lembrou esta semana que o Brasil passou de 8º importador mundial para 3º exportador mundial de milho. ''O fato está gerando desconforto e preocupação para os criadores de frango e suínos, devendo promover alterações no sistema de aquisição de milho, ou seja, a idéia de incluir o milho na integração da cadeia começa a ser assimilada'' - lembra a técnica. Rossana acrescenta que o impacto dos preços do milho será maior na suinocultura, pelo fato de coincidir com o baixo desempenho econômico do setor ao longo do ano.


Frimesa e Sadia vão reduzir alojamentos
O presidente da Associação Paranaense de Criadores de Suínos, Romeu Carlos Royer, reuniu-se no último dia 29 com diretores das empresas Frimesa e Sadia. O objetivo foi buscar saída para a crise na cadeia suinícola, resultante da excessiva oferta de produtos no mercado. As duas empresas se comprometeram a diminuir a produção através da redução de 8% nos plantéis alojados de suínos, além de reduzir o abate de leitões com no máximo 60 dias de vida para os próximos meses.


ABC se candidata a certificadora do Sisbov
A ABC - Associação Brasileira de Criadores acaba de dar entrada no processo de credenciamento como certificadora junto ao Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), do Ministério da Agricultura. A ABC pretende caracterizar as propriedades rurais, a origem dos animais, seu estado sanitário, acompanhar a produção e certificar a segurança dos alimentos provenientes da pecuária. Para a gestão e identificação das informações necessárias à certificação de origem prontas para atender à legislação brasileira e da União Européia, a ABC muniu-se de capacitação técnica e operacional.



Embrapa dá curso de suplementação em pastejo
A pecuária brasileira tem nas pastagens o principal componente da alimentação. Para transferir tecnologias aos profissionais de ciências agrárias, a Embrapa Gado de Corte oferecerá o 3º Curso de Suplementação de Bovinos em Pastejo nos dias 13 e 14 de agosto (16 horas/aula). Programa inclui visitas aos experimentos de pastagens com animais suplementados. O curso é destinado a zootecnistas, veterinários e agrônomos. Informações: (67) 368-2064/368-2010 ou no e-mail [email protected]

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