Giro
Abastecimento de arroz pode ter problemas
Terminou a safra de arroz. O volume nacional produzido previsto é de 11 milhões de toneladas. O analista Romeu Fiod, de São Paulo, disse esta semana que esse número deve ser visto com precaução: a safra pode ser menor. As inundações ocorridas no final de colheita devem ter provocado quebra de produtividade. Assim como o Brasil, a Argentina e o Uruguai também tiveram quebra de produção devido às chuvas. Uruguaios e argentinos ainda não começaram a colocar arroz no mercado brasileiro, o que deverá ocorrer a partir de julho, diz Fiod.
Preço no atacado está subindo
No atacado, a saca de arroz em casca já chega a R$ 17,50 no Rio Grande do Sul e, se subir mais um pouco, forçará o governo a colocar estoques reguladores no mercado. Ficou acertado que o governo colocará arroz em leilão quando o preço da saca em casca estiver em R$ 18 ou mais. A alta de preços do arroz no campo já chega aos supermercados. O varejo está relutante em aceitar os novos preços. Aos poucos, no entanto, começa a repor os estoques nos novos patamares, mas sem fazer estoques, diz Fiod. (Agência Folha).
Setor agrícola é atração na Casa Japão 2002
A exposição de hortifrutigranjeiros e de produtos cultivados por produtores agrícolas da região de Londrina são uma das grandes atrações da Casa Japão 2002, que começa hoje (sábado, 1º), no Centro de Exposições e Eventos de Londrina e abriga até o dia 9 de junho, a tradicional Exposição Agrícola da ACEL. Também participam do setor agrícola da Casa Japão, técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura, Secretaria Estadual de Agricultura, Embrapa, Iapar, Emater e Cooperativas Integrada e Valcoop, que realizam a classificação de todos os produtos expostos. A qualidade dos produtos é avaliada e os três primeiros lugares recebem uma placa com sua classificação. No entanto, todos os produtores recebem prêmios, diz Jairo Tamura, coordenador da 42ª Exposição Agrícola e vice-presidente da ACEL.
Visitante poderá comprar na Feira do Produtor
Além dos produtores e das entidades de pesquisa e tecnologia, o setor agrícola da Casa Japão 2002 conta com a Feira do Produtor, que procura mostrar produtos feitos artesanalmente como bolos, pães e outros in natura. O objetivo da feira é mostrar alternativas de renda para os pequenos e médios produtores, comenta o coordenado do evento Jairo Tamura. Os produtos da Feira do Produtor podem ser adquiridos na hora, enquanto os expostos só poderão ser retirados no final da Casa Japão, que termina na noite de 9 de junho. Os produtos perecíveis expostos pelos produtores serão substituídos por flores, que também serão comercializadas. A segunda edição da Casa Japão conta ainda com atrações nos setores cultural, comercial, gastronômico e artístico. Horário de funcionamento: sábados e domingos, das 11 às 23 horas; de segunda a sexta-feira, das 18 às 23 horas. O ingresso custa R$ 3 - crianças até 10 anos não pagam.
Café do Cerrado
já vende idéia
de qualidade
Enquanto no Paraná pode ter prejudicado a qualidade dos grãos - afetados na fase de enchimento -, a produção de café será muito boa no Cerrado neste ano. Araguari, um dos principais produtores da região deverá somar 600 mil sacas neste ano, segundo estimativa da Associação dos Cafeicultores de Araguari. Reinaldo Caetano, presidente da ACA, diz que a safra é boa, mas infelizmente os preços não cobrem o custo de produção. A saca foi negociada esta semana por R$ 110, mas os custos dos produtores somam R$ 115, segundo ele, em entrevista, esta semana à Agência Folha.





