Gestão estratégica no agronegócio
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sexta-feira, 07 de outubro de 2005
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Agricultores que buscam inovação e sucesso nos negócios já podem ir se adaptando a nova onda que pretende impulsionar a agricultura, a gestão. A nova ferramenta têm se mostrado imprescindível para quem deseja ser empresário rural e não apenas produtor.
De acordo com o engenheiro agrônomo e administrador Marcelo Prado, o empresário rural precisa, todos os dias, desenvolver novos diferenciais. ''Temos que ficar focados dentro da nossa competência central. A estratégia é agregar valor ao negócio'', diz.
Prado apresentou suas avaliações e análises para colaboradores da Fundação Meridional em recente reunião realizada em Londrina. Para o consultor, os conceitos de gestão são válidos para qualquer negócio, inclusive para a agricultura. ''A agricultura até pode ser vista como uma área diferente por depender de vários fatores como o clima, por exemplo. Mas todo negócio tem suas instabilidades'', ressalta.
Planejamento, fluxo de caixa, motivação, logística e terceirização de serviços, além de conhecer os diferenciais comparativos da empresa em relação à concorrência, são alguns itens necessários para uma boa gestão e foram destacados pelo consultor durante a palestra. ''Os empresários rurais precisam analisar o ambiente externo, o cenário macroeconômico'', diz.
De acordo com o consultor, o capital de giro é de extrema importância pois evita qualquer imprevisto que possa vir a ocorrer, como alguma instabilidade na economia ou uma mudança de clima, por exemplo. ''Como no Brasil as taxas de juros são muito altas, o agricultor acaba tendo uma dificuldade a mais. Geralmente os valores financiados não suprem todas as necessidades deste agricultor'', diz.
Ainda segundo Prado, nos Estados Unidos, a terceirização na agricultura representa 70% e no Brasil apenas 22%. Para o consultor, isso se deve, principalmente, pelo fato de que aqui no Brasil não existem empresas estruturadas para prestação destes serviços. ''Estamos errando na nossa estratégia de gestão porque estamos imobilizados. Temos que mudar esse nosso modelo'', conclui.


