Gerenciamento continua sendo ponto falho
Para Fabiano Rosa os bons resultados da agricultura têm reduzido as margens da pecuária. Com o preço da soja, por exemplo, tem muito pecuarista arrendando áreas que eram de pastos, de olho na remuneração do grão.
Comparado com a remuneração da agricultura, hoje não é muito vantajoso a pecuária onde existe alta lotação de animais por hectare e falta de alimentação suficiente para manter bons índices de produção.
O custo de produção para suplementação animal, muitas vezes inviabiliza manter esta alta lotação. O ideal é trabalhar, tanto em pequenas quanto em grandes áreas de produção animal, investindo na melhoria da qualidade do pasto para aumentar a lotação e produzir mais.
O pecuarista deve ser também um bom negociador, saber hora de comprar e de vender, o que parece óbvio, mas que dificilmente acontece. Fabiano Rosa dá exemplos do ano passado, quando sob orientação de técnicos alguns pecuaristas que tiveram custos de R$ 46 pela arroba conseguiram vender por R$ 58.
Uma das dicas do analista é que na hora da compra ou da venda de animais essas operações possam ser feitas escalonadas, dependendo da realidade do pecuarista, é claro, e de seu sistema de produção. O importante é dimensionar a atividade como uma empresa, o que muita gente já faz na parte técnica e se esquece na hora da comercialização.
A remuneração da pecuária, segundo Rosa, depende em 50% do manejo técnico, alimentar e sanitário do rebanho. O resto depende de compra e venda.





