O Paraná tem o seu próprio programa de sequenciamento. É o Projeto Genoma do Paraná (Genopar), que reúne 12 grupos, incluindo o Laboratório de Biotecnologia do Solo da Embrapa Soja. Como o Estado é agrícola, o primeiro trabalho da instituição é o sequenciamento da bactéria Herbaspirillum seropedicae, responsável pela fixação de nitrogênio no milho, trigo e outras culturas que compõem o sistema de rotação com a soja no Paraná.
O sequenciamento dessa bactéria poderá possibilitar a diminuição de investimentos em fertilizantes nitrogenados no solo. Em testes, foi possível reduzir em até 30% a dose desses fertilizantes no milho e no trigo, o que pode evitar a aplicação desse produto no meio ambiente e também reduzir os custos de produção.
O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fábio Pedrosa, coordenador do Genopar, explicou que o Estado do Paraná vai investir R$ 6 milhões no projeto. ‘‘Até agora, foram liberados R$ 3 milhões, utilizados para comprar parte dos equipamentos’’, comentou. O CNPq e o Ministério de Ciência e Tecnologia investirão R$ 1,8 milhão, sendo que R$ 1,08 milhão já está disponível.
O prazo para terminar o sequenciamento do genoma da Herbaspirillum seropedicae é junho do ano que vem. Pedrosa informou que encerrada esta etapa, o Genopar sequenciará outros organismos de interesse para a agropecuária.

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