Na primeira safra de milho, os estados que se destacam em produção são Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo os pesquisadores do programa de milho do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Adriano Custódio, Pedro Mário de Araújo e Pedro Shioga, o material genético é determinante para o potencial produtivo do grão.
"Uma boa cultivar não está só relacionada ao genótipo do milho, mas também à sua melhor interação com o ambiente. Fatores que incrementam ou reduzem a resposta do potencial produtivo do material genético são diretamente influenciados pelo nível tecnológico adotado pelo produtor", comentam.
Os especialistas explicam que muitos fatores devem ser considerados para a escolha correta dos híbridos, entre eles finalidade (grão ou silagem), safra (primeira ou segunda), época de plantio (cedo, normal ou tardio), altitude do local, tipo e fertilidade de solo e clima, ciclo (normal, precoce ou superprecoce), adaptabilidade e estabilidade de produção, qualidade de grãos, manejo de resistência de insetos (Bt ou convencional) e doenças (moderadamente suscetível ou resistente) e nível tecnológico do agricultor.
Conforme dados do Iapar, no plantio de verão, que apresenta condições ambientais favoráveis para o crescimento e desenvolvimento do milho, foram registradas médias de produtividade de 10 toneladas por hectare no Estado, graças ao manejo integrado de tecnologias.
Conforme levantamento realizado pela Embrapa Milho e Sorgo, para a safra 2014/15 estão disponíveis 478 cultivares de milho, sendo 292 cultivares transgênicas com resistência a insetos e/ou a herbicidas e 186 cultivares convencionais. Destes, 59% são híbridos simples e indicados para alta tecnologia. (M.G.)

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