Gelatina para os Etados Unidos
Sessenta toneladas de gelatina tipo A, feita de pele de suínos, que começou a ser fabricada no Brasil há apenas três meses, estão sendo exportadas por mês para os EUA, onde o produto é utilizado na fabricação de gomas, aerados e cápsulas duras para uso farmacêutico.
Produzida pela empresa australiana Leiner Davis, a nova gelatina, matéria-prima para fabricação de alimentos e medicamentos, enfrenta por enquanto o desafio de penetrar no mercado brasileiro, segundo o presidente da empresa no Brasil, Kurt Bohlen. Ele informa que a indústria australiana fabrica também gelatina tipo B, que utiliza como matéria-prima o couro bovino. Dessa a fabricante exporta cerca de 8 mil toneladas/ano (85% da sua produção), para 55 países.
O Brasil consome cerca de 7 mil toneladas/ano de gelatina tipo B e as indústrias do setor empregam diretamente 900 pessoas, garantindo 3.600 empregos indiretos. Para fabricar no Brasil a gelatina tipo A, aquela indústria fez parcerias com os frigoríficos líderes de mercado, visando determinar o modo de trabalhar e estocar a pele, a logística de transporte e armazenagem.
A fabricação do novo produto no País foi possível, diz Bohlen, graças ao incremento do rebanho suíno braileiro, hoje estimado em 40 milhões de cabeças, cuja taxa de crescimento tem sido de 4% ao ano. O rebanho de suínos do Brasil representa 70% do rebanho da América do Sul.
Líder mundial do setor de gelatinas, a Leiner Davis tem oito fábricas, instaladas na Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Argentina, México, Estados Unidos e Brasil.





