Geada provoca alta de 14% no milho
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A geada registrada em 16 e 17 de junho e a quebra da safra norte-americana provocaram nos últimos dias uma alta de cerca de 14% na saca de milho safrinha. O preço subiu de R$ 19,60 para R$ 22,33 no dia 23, exatamente uma semana após as geadas. O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) está elaborando um levantamento junto às 18 regionais onde é feito plantio da safrinha para avaliar a extensão dos danos.
A área total de milho safrinha no Paraná é de 1,6 milhão de hectares. A estimativa inicial de produção é de 6,49 milhões de toneladas - superior ao recorde de 6 milhões de 2003. Os números corretos, no entanto, só serão conhecidos após a finalização do levantamento.
Outro dado importante é que 14% da área está em fase de maturação e escaparam praticamente sem danos da queda mais rigorosa de temperatura. O frio mais intenso foi registrado nas regiões de Campo Mourão, Cascavel e Toledo, justamente onde concentram-se 56% da produção parananense.
Neste ano, houve atraso de cerca de 15 dias na safrinha por causa da seca de outubro, que atrasou o plantio da safra de verão. ''O atraso expôs a cultura um pouco mais, mas foi necessário para atender o pleito da época de estiagem'', explica a agrônoma do Deral Margorete Demarchi.
O assessor da diretoria da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, salientou que os estragos provocados pelas geada são diferenciados de acordo com cada região. Mas que os produtores prejudicados já estão tomando as medidas necessárias, como acionamento da assistência técnica e eventualmente de seguro.
A alta do preço, na avaliação do gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) Flávio Turra, o aumento no preço da saca é resultado de combinação entre os efeitos das geadas e a quebra das safra provocada por enchentes nos Estados Unidos. ''A tendência é que o valor estabilize no patamar de exportação'', disse. Este valor hoje gira em torno de R$ 24,00 por saca no interior do Estado.


