O manejo alimentar das galinhas caipiras prevê a integração das atividades agropecuárias da propriedade, com o aproveitamento de resíduos oriundos da atividade agrícola. Segundo o zootecnista Robério Sobreira, da Embrapa Meio-Oeste, os alimentos representam 75% do custo total de produção.
Ele explica que as aves exigem alimentos de pouca fibra vegetal, que devem ser fornecidos de forma balanceada e devidamente triturados para facilitar a digestão. A dieta deve atender ainda a exigência nutricional de cada fase do desenvolvimento da ave.
O galinheiro sugerido pelo projeto da Embrapa, aponta Sobreira, tem uma área útil de 32 metros quadrados e divisões internas destinadas às fases de postura, incubação, cria, recria e terminação. O piso é revestido de forma homogênea com uma camada de palha de cinco a oito centímetros de espessura e a remoção e substituição da cama, assim como a desinfestação do aviário com cal virgem devem ser periódicas.
Na fase de cria, os pintos permanecem desde o seu nascimento até os 30 dias de idade em uma área coberta de 2,25 metros quadrados, equipada com um comedouro tipo bandeja e um bebedouro de pressão. Essa divisão dá acesso a um solário de 2 metros quadrados. ''É imprescindível a proteção térmica dos pintos, além do fornecimento de água e alimento. É também nesta fase que se iniciam os procedimentos para imunização do plantel'', aponta Sobreira.
Dos 31 aos 60 dias acontece a recria dos pintos, que permanecem em regime semi-aberto em uma área coberta de 3,75 metros quadrados, equipada com dois bebedouros de pressão e dois comedouros em forma de calha. Segundo o zootecnista, embora a principal fonte de alimento das aves seja a ração, a alimentação deve ser complementada com o uso de um piquete de pastejo de 20 metros quadrados.
A fase de terminação inicia-se aos 61 dias e estende-se até os 120 dias, quando as aves apresentam peso vivo de aproximadamente dois quilos e já estão prontas para o abate. A área coberta destinada a essa fase é de 20 metros quadrados, equipada com poleiros, quatro bebedouros de pressão e quatro comedouros em forma de calha. ''Nesta fase, as aves têm acesso a um piquete de pastejo de 1,8 mil metros quadrados, que pode conter gramíneas ou árvores frutíferas que complementam a ração fornecida'', ressalta Sobreira.

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