Galinha dos ovos de ouro
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sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Diversificar é a palavra de ordem dos novos tempos e quando o produtor utiliza os recursos já existentes na propriedade para complementar a renda familiar, a chance de sucesso é maior. O horticultor londrinense Alfredo Stallmann, por exemplo, aproveita as sobras da horta para alimentar sua criação de galinhas caipiras. Sem gastar muito, ele tem carne e ovos frescos para o consumo próprio e ainda a possibilidade de vender o excedente da produção.
A criação é feita em sistema de confinamento, onde cerca de 80 galinhas das raças carijó e semi-índio são alimentadas com verduras, milho e ração. A verdura e o milho, explica Stallmann, são produzidos no sítio. Já a ração é utilizada a cada dois meses para complementar a alimentação das aves. ''Diariamente elas consomem dois quilos de milho e o restante são verduras'', assinala.
A horta é a atividade principal da propriedade de três alqueires tocada por Stallmann com a ajuda dos pais. O forte da produção é o brócolis, que é vendido três vezes por semana no Mercadão do Povo, no Jardim Ideal, Zona Leste de Londrina. É lá que o horticultor também comercializa o excedente de ovos e de galinhas caipiras. ''No inverno, a produção de ovos chega a 10 dúzias por semana, então o que não consumimos, vendemos no mercadão'', diz. Cada dúzia de ovos é vendida a R$ 2, enquanto a galinha é comercializada viva a R$ 10.
Por depender da horta para sobreviver, Stallmann teve de aumentar a área de produção e confinar as aves, que antes eram criadas soltas. Hoje, o plantel é pequeno e, mesmo com lucros ocasionais, é apenas um hobby para a família. ''Eu cheguei a criar mil frangos de granja por mês, mas os insumos tornaram-se caros demais. Foi então que resolvi investir na horticultura'', conta.
Para melhorar a alimentação e a renda de famílias de pequenos agricultores como os Stallmann, a Embrapa Meio-Norte, de Teresina (PI), desenvolveu um sistema de criação de galinhas caipiras que apresenta desempenho produtivo e econômico superior às criações tradicionais. Originário do Nordeste, o programa também pode ser utilizado por produtores do Sul do Brasil, desde que sejam respeitadas as diferenças climáticas e mercadológicas de cada região.


