Gado da região de Londrina vai receber certificado de origem
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de julho de 2003
Cláudia Barberato<Br>Reportagem Local 
O governo do Paraná vai aproveitar a reunião dos três secretários de Agricultura do Sul do País, nos dias 28 e 29 em Londrina, para o lançamento da segunda etapa do Programa Oficial de Rastreabilidade Bovina e Bubalina no Estado.
O projeto já foi lançado no último dia 4 em Guarapuava, no Centro Sul do Estado. O lançamento em Londrina será realizado após a reunião dos secretários de Agricultura do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O objetivo é discutir o combate à aftosa e outras questões, como a formação de um sistema sul de defesa sanitária.
''Até 2005 toda carne do País deverá estar comprovadamente rastreada. A rastreabilidade, além de abrir novos mercados, é uma garantia de sanidade e qualidade do produto aos consumidores,'' afirma o diretor geral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), Newton Ribas.
Segundo Ribas, além do secretário de Agricultura do Paraná, Orlando Pessuti, está confirmada a presença do secretário de Defesa Sanitária Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Massao Tadano, durante a reunião em Londrina, além de outros representantes do Ministério e secretarias de agricultura dos três Estados.
A idéia de lançar o programa de rastreabilidade em duas regiões do Paraná, de acordo com Ribas, tem o objetivo de abranger as raças de origem européia e indiana. Em Guarapuava, o projeto está sendo realizado com animais de origem européia e, no Norte do Estado, animais indianos. Mais tarde, o objetivo é abrir o programa para outras regiões até atingir todo o rebanho do Estado. Atualmente o Paraná soma cerca de 10 milhões de cabeças.
Em Londrina, de acordo com Ribas, o programa terá apoio da Sociedade Rural do Paraná. Os pecuaristas, segundo ele, poderão continuar com as empresas certificadoras que estão cadastradas no Mapa e Sistema Brasileiro de Identificação de Animais de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), ou optar pelo serviço da Seab, que agora é também uma certificadora. A Secretaria de Agricultura do Paraná é o único órgão público do País certificado pelo Ministério para o Sisbov.
De acordo com o diretor da Seab, Newton Ribas o custo previsto pela Cert-Seab para identificação e rastreabilidade deverá ficar em R$ 1,76 por animal. Neste valor estão incluídos os brincos com códigos de barra e numeração, Certificado de Origem, Certificado de Conformidade e o Documento de Identificação Animal.
A Seab vai usar as informações do cadastramento das propriedades rurais do Paraná, realizado na última campanha de vacinação contra a febre aftosa, em maio. Essas propriedades deverão receber o Certificado de Origem se atenderem requisitos de sanidade no rebanho. Após 40 dias de acompanhamento pela Cert-Seab, os animais de qualquer sexo ou idade, pertencentes a estas propriedades, receberão o Documento de Identificação Animal. Esse documento prova que o animal foi rastreado e cumpre exigências do Sisbov.
Para participar do programa de rastreabilidade oficial do Paraná o pecuarista pode se inscrever na unidade veterinária da Seab onde sua propriedade está cadastrada. Depois do pagamento da taxa de identificação animal (R$ 1,76/cabeça), recebe os brincos em quantidade suficiente para identificar o rebanho.
Segundo Newton Ribas o Paraná tem hoje 200 mil propriedades cadastradas junto ao banco de dados da Seab. O banco de dados disponibiliza não apenas as informações de origem dos animais, mas dados relacionados às propriedades e aos produtores. Os dados estão sendo digitados e 80% das informações já estão reunidas no banco de dados da Cert-Seab. O Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária vai atuar na identificação individual dos animais, supervisionar o registro das informações, manejo reprodutivo, alimentar, sanitário e tipos de insumos utilizados no sistema de produção.
Inicialmente o sistema de identificação será feito por adesão voluntária. Mas, a partir de 2005 será obrigatório, com a unificação em todo o País. O diretor geral da Seab acredita que o sistema de rastreabilidade, que basicamente começa com a brincagem dos animais ao nascer, em médio prazo, deverá possibilitar aos pecuaristas maior rentabilidade na produção de carne.


