Futuro está na profissionalização
MudançasPoloni prevê que a horticultura e a produção do leite serão as principais atividades agropecuárias paranaensesProfissionalizar produtores. Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Antônio Leonel Poloni, este é o grande desafio da agricultura paranaense para o início do próximo milênio. O Paraná vive seu momento crucial. Em 1999 vai-se consolidar a reversão das culturas. O Estado assumirá um novo perfil agropecuário com o deslocamento da produção de grãos para o Centro-Oeste e o produtor precisa estar preparado para isso, diz.
Segundo Poloni, dez por cento das propriedades paranaenses são de grande porte. Essas áreas serão responsáveis por manter o Estado nos primeiros lugares do ranking brasileiro de produção de grãos. E 70% das propriedades paranaenses pertencem aos agricultores da reversão. São áreas que variam de 10 a 100 hectares e tendem a abrigar prioritariamente atividades como horticultura e produção de leite, explica.
A diversificação será a principal característica dessas propriedades, complementada pela verticalização da produção. O Paraná vai ser um Estado de diversas pequenas agroindústrias. Para Poloni, os pequenos produtores que não diversificarem e agregarem valor ao produto agropecuário terão menos chances de se manter no negócio agrícola.
Produção de leite deverá ser uma das principais atividades das pequenas propriedadesCaminhosO secretário aponta caminhos para que o Estado alcance esses objetivos com sucesso. O primeiro é a aproximação entre a pesquisa e a extensão rural e os produtores. É preciso dar respaldo científico para essa transformação. Criar ou adequar tecnologias para pequenas propriedades é fundamental na sustentabilidade desse tipo de produção.
O papel do governo do Paraná também está traçado. Segundo Poloni a concentração está em três linhas de atuação. Uma é a continuação do apoio à retomada de culturas, como o café, que ganhou força com o processo de adensamento. Outra é o fortalecimento da pesquisa descentralizada. Esses dois fatores devem ser casados com projetos de desenvolvimento regional, que terão como importantes parceiros os agricultores, conclui. (J.S.)





