Jota Oliveira
De Londrina
Sementeiros do Paraná, Santa Catarina e São Paulo criaram esta semana, em Londrina, a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária (Fundação Meridional), destinada a ‘‘apoiar o desenvolvimento de tecnologias para o setor agropecuário’’. Trata-se de instituição sem fins lucrativos, a exemplo de fundações que já existiam em Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia.
O produtor londrinense Geraldo Fróes, de Sementes Fróes, foi eleito presidente; Ralf Ungler, da Cooperativa Agrária, de Guarapuava, é o vice-presidente e o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Iwao Miyamoto, também de Londrina, proprietário de Sementes Mauá, é o diretor-tesoureiro.
Os produtores de sementes resolveram se unir, para incentivar o trabalho já realizado por instituições de pesquisa e também para ter acesso mais rápido às tecnologias disponíveis. A princípio a Fundação pretende financiar o trabalho de melhoramento genético da Embrapa Soja para o desenvolvimento de novas cultivares. A partir do ano que vem os sementeiros devem investir R$2 milhões para concluir a implantação da Fundação e financiar o programa de desenvolvimento de sementes de soja.
CooperaçãoO presidente Geraldo Fróes disse à Folha Rural que inicialmente a Fundação dará cobertura a pesquisas com soja, mas depois destinará recursos também para experimentos com outros produtos agrícolas.
A Fundação Meridional começa a trabalhar já com 49 associados, mas Fróes acredita que em breve serão entre 65 e 70. Esses pequenos, médios e grandes empresários contribuem com 90 a 95% das sementes produzidas nos três Estados participantes.
O primeiro convênio, com a Embrapa, começa a ser aplicado no início do próximo ano. Sabendo que a administração pública não tem recursos suficientes para cobrir os custos das pesquisas, os produtores de sementes decidiram entrar com R$35 mil cada um. A liberação desse dinheiro será parcelada e depois o valor será corrigido conforme as necessidades.
Além de seus recursos próprios, os sementeiros esperam receber a colaboração futura de outras empresas ligadas aos agronegócios, como fabricantes de máquinas agrícolas e outras, que fazem convênios com as fundações como a Meridional, para pesquisas científicas agronômicas

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