A fumicultura envolve perto de 33 mil pequenos agricultores no Paraná e se destaca pela importância econômica para o segmento agrícola, segundo Nilson Hanke Camargo, engenheiro agrônomo e economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Porém, conforme ele, há problemas sociais e de saúde quem envolvem a atividade.
Camargo informa que a Faep tem participado de todos os fóruns que discutem a mudança de produção pelos fumicultores. ''O problema é que não existe, hoje, um produto que substitua o fumo economicamente'', pontua, citando que como se trata de uma atividade integrada, em que as indústrias fornecem insumos e orientações técnicas aos agricultores e depois compram a produção, facilita a vida deles. ''A fumicultura ainda é mais rentável do que muitas outras culturas'', pontua.
Os produtores, acrescenta ele, dizem que gostariam de mudar, mas precisam ter a certeza de que outra produção oferecerá renda. ''Têm sido buscadas novas alternativas, mas a curto e médio prazos é difícil mudar o cenário'', admite, ressaltando que a produção orgânica pode ser uma saída, mas ainda está apenas começando no Brasil.
Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), apontam que na última safra a fumicultura contribiu com R$ 769,1 milhões do Valor Bruto da Produção do Paraná, ou seja, 1,86%. Estima-se que na safra atual sejam produzidas 158 mil toneladas, em 79 mil hectares, aumento de 5% em relação ao último ciclo. O Estado representa 18% da produção de fumo do País.
Em contrapartida, conforme informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Emater), na safra de 2008, a previsão é que o número de produtores orgânicos no Estado totalize 5,5 mil, cultivando cerca de 13,5 mil hectares e produzindo 130 mil toneladas de alimentos. Os principais produtos são grãos, hortaliças, erva-mate e plantas medicinais.
A reportagem entrou em contato com o Sindicato da Indústria do Tabaco da Região Sul do Brasil e a assessoria de imprensa informou que o presidente da entidade, já havia entrado em férias e não havia mais ninguém que pudesse falar sobre o assunto.
A Associação Nacional de Defesa Vegetal também foi contatada pela reportagem. A assessoria de imprensa informou que havia passado a solicitação de entrevista para o departamento técnico, mas até o fechamento desta edição não entraram em contato.

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