A pesquisadora em citricultura, Zuleide Hissano Tazima, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), elogia as qualidades da cultivar montenegrina, escolhida pelo Projeto Tangerina. A fruta é originária do Rio Grande do Sul, e possui boa relação de açúcar e acidez, que lhe dá aceitação e bom valor de mercado. ''É uma fruta parecida com a mexerica rio, porém, maior, mais firme e crocante'', informa.
Ela confirma que a fruta é mais resistente a doenças que a laranja e, com isso, exige menos pulverizações. Mas alerta, entretanto, que, pela produção tardia, a fruta fica mais exposta ao ataque da mosca-da-fruta. O inseto pode migrar das lavouras de laranja que já foram colhidas. ''O controle exige mais atenção do produtor''.
Zuleide orienta que o bom desenvolvimento dos frutos depende do desbate de cerca de 60% a 70% da produção da árvore, como se faz com as poncãs. O manejo pode evitar que ocorra alternância no volume de produção e representa mais uma fonte de renda. Os frutos retirados podem ser vendidos para a indústria. ''Eles são aproveitados na produção de óleos essenciais''.(C.G.)

mockup