Fruto tem alto valor nutritivo
Segundo a agrônoma Silvana Bueno, da Cati, no início do século XX, pesquisadores americanos desenvolveram um espécime híbrido a partir do cruzamento artificial entre a fruta-do-conde (ate, em inglês) e a andina cherimóia. O objetivo era viabilizar a produção de uma fruta que apresentasse comercialização superior à fruta-do-conde e gosto semelhante à cherimóia, considerada uma das frutas mais saborosas do mundo. Daí nasceu a atemóia.
A introdução da cultura no País ocorreu nos anos 1950, quando os primeiros pés foram plantados pelo Instituto Agronômico de Campinas, em São Paulo. Na década de 1980, o engenheiro-agrônomo Takanoli Tokunaga, da Cati, estabeleceu os primeiros pomares experimentais em São Bento do Sapucaí (SP).
De acordo com Silvana, a atemóia apresenta um fruto de alto valor nutritivo que pode ser consumido na forma de sucos, batidas, frapês, vitaminas, in natura, doces e sorvetes. ''A planta ainda poder ser usada como ornamental''. afirma.
A podridão das raízes é a principal doença que ataca a cultura. No entanto, outros fungos também comprometem a parte aérea da planta, causando a antracnose e a cancrose. A antracnose ataca frutos novos, em períodos chuvosos, provocando pequenas manchas circulares e escuras na superfície da casca que, com o desenvolvimento da doença, atingem o fruto todo. O controle é feito basicamente com aplicações preventivas de produtos cúpricos e ditiocarbamatos, a partir do florescimento.
Já a cancrose ocorre a partir de bifurcações nos ramos, com surgimento de áreas com depressão bastante visíveis da casca. Com o desenvolvimento da doença, ocorre a formação de cancros, que podem romper totalmente a casca, expondo o lenho escurecido em toda a sua circunferência, levando à morte toda a parte acima desta. O único meio para o seu controle é a eliminação e queima de todas as partes atacadas. (M.G.)





