Fruta fresca na entressafra
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sexta-feira, 01 de outubro de 2004
Célia Guerra<br>Reportagem Local 
A precocidade da produção de pêssegos é o principal atrativo para a cultura no Norte do Paraná. Segundo o técnico agrícola Denilson Rampazzo Duarte, da Emater de Santo Antônio do Paraíso (62 km ao sul de Cornélio Procópio), a colheita da fruta na região, se encerra em meados de novembro, quando está começando a produção nas regiões de maior tradição no pêssego, como o Sul do Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Com isso, há a garantia de bons preços sem excesso de oferta. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, a região de Cornélio Procópio responde por 9% da produção estadual de pêssegos.
Duarte diz que a cultura é viável para a pequena propriedade, desde que o produtor tenha consciência do trabalho que a fruticultura exige. ''A atividade demanda tempo e mão-de-obra.'' O técnico estima que o custo de implantação seja de R$ 4 mil/ha.
As lavouras tradicionais comportam de 400 a 450 árvores com espaçamento de 6x3,5m. Há pelo menos seis variedades de polpa amarela com bom desenvolvimento. As mudas são obtidas em viveiros de São Paulo. A variedade de planta cavalo recomendada é a okinawa, por ser resistente ao nematóide.
A fruta se adapta bem em quase todos os tipos de solos. Há restrições, de acordo com o técnico, apenas para os solos de laje ou muito encharcados, e ainda com altitude inferior a 600 metros acima do nível do mar. ''O pessegueiro não se adapta a calor excessivo''.
O manejo exige podas de manutenção durante todo o ano. As aplicações de defensivos também são mensais. As principais doenças são a podridão parda e a ferrugem. Duarte admite a falta de opção de produtos registrados para o trato fitossanitário dos pessegueiros.
Ele cita o programa Produção Integrada de Frutas (PIF) que vem sendo realizado pela Universidade Federal do Paraná e a Emater. Na região da Lapa, o programa já possui bons resultados mas, a aplicação no Norte, para Duarte, exige adaptações. ''A dose de nitrogênio recomendada, por exemplo, é muito baixa para as necessidades dos nossos solos''.


