Foz do Iguaçu – As apreensões de agrotóxicos contrabandeados na região de Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, são ínfimas se comparadas ao uso clandestino no País. O Extremo-Oeste é apontado pelo Sindicato das Indústrias de Defensivos Agrícolas (Sindag) como principal porta de entrada de produtos ilegais, ao lado de Ponta Porã (MS).
Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Agricultura fizeram pequenas apreensões desde o ano passado, conforme dados fornecidos esta semana. De janeiro de 2001 a abril de 2002, a RF apreendeu R$ 145 mil em herbecidas (5.989 unidades) e R$ 12 mil em inseticidas (9.172 unidades e 240 litros).
A PF apreendeu há nove dias 30 unidades dos herbecidas Agrouron e Sanachen, possivelmente fabricados na China e embalados no Paraguai, ambos de uso proibido no Brasil.
Em 2001, a PF sequer fez uma aprensão. ‘‘A apreensão de agrotóxicos geralmente fica a nível da Receita Federal’’, justifica o delegado-executivo da PF, Marcos Antonio Farias.
Já o Ministério da Agricultura interceptou, em março de 2001, sete carretas transportando 6.640 caixas cada com herbicida sem registro no Brasil. À época, o MA não tratou o caso como uma apreensão, pois a importadora alegou um ‘‘equívoco’’ e prometeu devolver a carga ao país vizinho.
O fraco desempenho é atribuído ao efetivo reduzido dos órgãos.

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