Frio pode ter afetado até 70% do café do PR
Preços ruins e redução de área não são os únicos problemas da cafeicultura paranaense. O cinturão cafeeiro que engloba principalmente a região Norte do Estado sempre registrou problemas com geadas. Neste ano não foi diferente. Mesmo sem um balanço exato das perdas, o setor também registrou prejuízos.
Irineu Sella, diretor da Sociedade Rural do Paraná (SRP), afirma que a geada pode ter afetado de 50% a 70% do parque cafeeiro do Estado. Segundo ele, os fatores climáticos têm contribuído para desmotivar ainda mais o produtor. "O setor precisa se renovar e aumentar a sua produtividade", enfatiza o diretor. Para isso, ele destaca que o governo deve ajudar o produtor: é necessário mais investimentos para que o agricultor possa trabalhar.
Sella destaca que financiamentos com juros baixos e seguro para vários anos, direcionados especificamente ao parque cafeeiro, seriam uma possibilidade para fomentar a cadeia produtiva. "O nosso seguro agrícola não cobre, por exemplo, perdas em época de plantio", observa. Nessa fase, os prejuízos com a perda de mudas, por exemplo, são altos. Muitos produtores, para amenizar os efeitos da geada, cobrem as plantas de até seis meses com terra. Na fase adulta, os cafeicultores cobrem o tronco da árvore com terra para evitar a geada de canela.
O diretor da SRP reforça que o Paraná necessita renovar o seu parque cafeeiro. Para ele, o agricultor deve aproveitar os efeitos da geada para eliminar os pés de café mais frágeis. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a estimativa inicial de produção no Paraná, sem contar com as perdas da geada, é de mais de 102 mil toneladas de café na safra 2012/13, 13% a mais em relação ao ciclo passado. (R.M.)





