Frio favorece aveia preta
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sexta-feira, 12 de julho de 2002
Vânia Moreira<br> Equipe da Folha 
Umuarama - Os pecuaristas que optaram pelo plantio de aveia para alimentar o gado no inverno já podem comemorar. O frio demorou, mas chegou esta semana. As baixas temperaturas que fazem os pastos definhar são ideais para o desenvolvimento da aveia que vai alimentar o gado até o final do inverno e servir de cobertura para o plantio direto das lavouras de verão.
A aveia precisa de temperaturas abaixo de 16 graus e umidade para ter um bom perfilhamento e pronto rebrote depois do pastejo. O calor atípico para este período de inverno, agravado pela falta de chuvas, deixou muitos pecuaristas desanimados. ''Muitos estavam achando que não valeria a pena ter plantado aveia neste inverno, mas o frio chegou e mudou o panorama'', disse Oliveira.
O Paraná plantou neste inverno cerca de 1,5 milhão de hectares de aveia. A forrageira está entre as preferidas dos pecuaristas, principalmente dos solos de arenito do Noroeste, devido ao alto poder nutritivo e a formação de palhada para plantio direto. As áreas cultivadas aumentaram após o lançamento da Iapar 61, uma aveia preta de ciclo longo que se adaptou muito bem ao Paraná, Santa Catarina, MS, sul de Minas e sul de SP.
Segundo Oliveira, a procura por aveia de ciclo longo deve-se ao fato de ela permitir o pastejo até o mês de setembro, quando as pastagens começam a brotar. O seu florescimento tardio (cerca de 134 dias após a germinação) permite o retorno de investimentos como a adubação hidrogenada de cobertura.
Quando utilizada como forrageira, para pastejo direto ou produção de feno, a aveia exige um plano mínimo de adubação. O básico deve ser aplicado durante a semeadura e parte da adubação nitrogenada e potássica (necessária em solos arenosos) deve ser aplicada em cobertura. É hora de os pecuaristas fazerem a segunda adubação porque as baixas temperaturas estimulam a retomada do crescimento da planta.
O pesquisador recomenda a aplicação de 40 kg/ha, o que equivale a 200 kg/ha de sulfato de amônio. Para os solos arenosos, com mais de 80% de areia e níveis médios ou baixos de potássio, é importante aplicar mais uma adubação equivalente a 50 kg/ha de cloreto de potássio, o que pode ser feito em mistura com o sulfato de amônio.
Para os produtores que adotaram a semente Iapar 61, precisam da forragem para as épocas críticas do inverno e o solo já apresenta teor adequado de fósforo e potássio, o plano de adubação deve ser mais amplo. Neste caso, o Iapar recomenda a aplicação de 100 Kg de sulfato de amônio e potássio (se necessário) a cada 21 ou 30 dias, preferencialmente com solo úmido ou antes de uma chuva, logo após a retirada dos animais do piquete.


