Frigoríficos não encontram bois gordos ''rastreados''
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Reportagem Local 
O consultor de mercado, José Vicente Ferraz, da FNP, defende que o produtor precisa ser estimulado a fazer a rastreabilidade. Este estímulo deve se concretizar através de vantagens, como pagamento adicional, ''porque o custo desse serviço não é barato''. Esta é a lógica do mercado, segundo o especialista.
Vicente Ferraz se manifestou a propósito do primeiro problema ''decorrente de uma rastreabilidade precipitada''. É que esta semana os frigoríficos tiveram dificuldade para encontrar bois dentro das novas condições.
A portaria que trata do assunto é clara ao especificar animais com rastreabilidade para o cumprimento de cotas de exportação. Mas o setor resiste em adotar esse sistema porque representa um custo adicional na produção, que ninguém se dispôs a pagar.
Conforme a Folha divulgou na quarta-feira, os frigoríficos exportadores não estão encontrando animais que já tenham sido castrados pelo Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem (Sisbov).


