Basta atravessar a rua para estarmos na vila rural Antônio Pinguelli, e conhecermos Rubens Jesus Teixeira da Costa, 38 anos.
A mulher do agricultor também trabalha na facção. Ele é empregado na indústria moveleira, mas está afastado da atividade por problemas de saúde. Em noventa por cento das famílias pelo menos um membro está empregado no pólo moveleiro de Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina) ou nas integradoras de frango de Rolândia (25 quilômetros a oeste de Londrina).
Costa conseguiu se enquadrar no Pronaf para investir R$ 18 mil num barracão de frango.
Ao constatar que a cultura cafeeira agrega a criação de frango, utilizando o adubo natural, Costa já pensa em ter mais um barracão, ampliando o número de 6,3 mil aves, que lhe proporciona ter uma renda total de R$ 1.500,00 mensais, o que equivale a uma produção numa área de 12 alqueires de grãos.
A menor distância entre o campo e a cidade é percorrida por alguns moradores das vilas rurais reconhecendo outras vocações que não seja lidar com a terra.
Vanessa Ribeiro, 24 anos, lembra que sempre gostou de fazer pão.
A idéia levedou um projeto de panificadora financiado pelo Pronaf. A mãe, dona Tereza Aparecida Aguiar Ribeiro, 52 anos, chegou a fazer um curso de panificação para ajudar a filha, que produz 100 pães caseiros por semana, comercializados em Astorga (80 quilômetros a oeste de Londrina).
Ela aguarda com expectativa a criação de uma logomarca para os produtos e a certificação para poder ampliar o mercado.
''Para crescer só me falta isso'', comemora Vanessa, esperando tirar do forno não só pães, mas uma fornada ainda maior de sucesso. (F.L.)

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