Fotorreator

A Embrapa Instrumentação Agropecuária lançou um equipamento de baixo custo que possibilita o tratamento de resíduos químicos em água, gerados em laboratórios, institutos de pesquisa e pequenas empresas. O fotorreator tem como principal nicho de mercado empresas de exportação que lavam, selecionam e embalam frutas, verduras e legumes que vão para o exterior. O equipamento envolveu cinco anos de pesquisa e investimentos de cerca de R$ 50 mil.


Como funciona

O tratamento dos resíduos é feito pelo processo de fotólise, no qual lâmpadas capazes de gerar radiação na faixa do ultravioleta-visível bombardeiam a solução inserida dentro de uma câmara cilíndrica feita em aço inoxidável, levando a fotodegradação de restos de pesticidas presentes na água. Fora da câmara, um reservatório de 10 litros abastece o sistema e uma pequena bomba d'água faz com que a solução circule pelo fotorreator-reservatório numa vazão de até 50 litros por hora.


Vantagens

A radiação ultravioleta tem energia para quebrar as ligações químicas das moléculas de pesticidas, transformando o resíduo inicial em CO2 e H2O, ao contrário dos métodos tradicionais, cloração e filtração, que geram subprodutos e são ineficientes para resíduos de pesticidas. O equipamento é compacto, silencioso, requer baixo investimento, usa catalisador que acelera o processo de fotodegradação e pode ser usado 24 horas por dia, em circuito fechado para processo contínuo.

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