A lavoura de trigo da Fazenda Imbaúva, em Paiquerê (região sul), começou a ser colhida esta semana. Pedro Marchi, que administra a propriedade em conjunto com o pai, já prepara o plantio de verão. Apesar das orientações de analistas apontarem para a compra antecipada dos insumos, Marchi diz que comprou apenas 60% dos fungicidas e herbicidas que deverão ser utilizados na propriedade de 990 ha. Marchi calcula que o aumento registrado por esses produtos em relação ao ano passado foi em média de 30%.
Esta semana o ruralista estava cotando o preço do adubo e, diferente das previsões, o produto registrava queda em relação aos preços que havia obtido em abril quando fez o primeiro levantamento de preços. A tonelada da formulação que costuma utilizar na soja (5-25-25) está 10,3% mais barata. No adubo do milho o índice de queda é menor, 3,5% por t.
Marchi diz que as sementes são produzidas e tratadas na propriedade. Ele disse não ter com exatidão a economia que isso representa pois tem todo o equipamento que o serviço exige. A estimativa é de R$ 0,60 por saca só com a mão-de-obra do preparo dos grãos. Marchi informou que nesse cálculo precisam sem considerados ainda os produtos utilizados no tratamento das sementes. Ele presume que a alta nas sementes tenha atingido especialmente as cultivares mais precoces (ciclo de 110 a 115 dias), cuja demanda é maior que a oferta.

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