Em qualquer dos métodos de controle é importante observar - aconselha o pesquisador da Embrapa, Alberto Gomes - o período residual do produto, para que as aplicações sejam realizadas com intervalos de 14 a 21 dias. Existem duas alternativas para a aplicação dos carrapaticidas: a) o primeiro banho em setembro/outubro (início as chuvas), repetindo-se a operação mais três vezes em intervalos de 14 ou 21 dias ou, após o primeiro tratamento, transferir os animais para pastagens limpas de carrapatos; b) aplicação de uma série de cinco ou seis tratamentos com intervalos de 21 dias no período de janeiro a março. ‘‘O primeiro método atuaria sobre a primeira geração e, o segundo, sobre a geração mais curta do carrapato.’’
Banhos e rotaçãoNas áreas tropicais, os carrapatos são menos vulneráveis, uma vez que a sua reprodução é contínua. Neste caso, para um controle eficiente, são recomendados os banhos planejados, associados à rotação de pastagens, à resistência genética dos bovinos e descarte dos animais mais parasitados.
‘‘Os criadores de zebuínos, em condições extensivas, não têm muito que se preocupar com este parasito, a não ser com animais jovens e nas situações especiais de manejo. Já quem explora os taurinos, por serem mais suscetíveis ao parasitismo, terá a infestação aumentada e, consequentemente, deverá efetuar algum tipo de controle,’’ alerta Gomes.
ResistênciaA correta aplicação dos carrapaticidas, adverte Gomes, observa a concentração, dose, época e intervalo, respeitando recomendações técnicas. É a única forma para retardar por tempo considerável o surgimento de populações de carrapatos resistentes.
Quando algum produto, aplicado de forma correta, não causar a morte dos carrapatos, é o primeiro sinal da resistência. Neste caso, o produtor deve buscar orientação técnica para fazer o teste da sensibilidade aos carrapaticidas, denominado de testes de bicorrapaticiograma, evitando-se assim prejuízos maiores. (C.B.)

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