Cooperar é sinônimo de trabalho em conjunto, colaboração. Uma cooperativa precisa respeitar esse princípio, primordial para seu crescimento. Isso significa que o trabalho social, em benefício dos colaboradores e seus familiares, deve estar em pé de igualdade com os objetivos financeiros de uma entidade.
No caso da Cooperativa Integrada, foram necessários alguns anos para a estruturação e consolidação no mercado e entre os produtores. Passada essa primeira fase, os investimentos no campo social hoje ocupam um lugar de destaque dentro da administração. ''Para que haja um crescimento efetivo, é preciso haver um equilíbrio entre os lados econômico e social de uma cooperativa'', afirma Julio Akira Koyama, vice-presidente da Integrada.
Dentro dessa filosofia, a instituição criou os departamentos feminino e de jovens, que vêm desenvolvendo atividades contínuas de aprimoramento pessoal e profissional. Segundo o cooperado, o objetivo é promover o crescimento da família do cooperado juntamente com a entidade. A Integrada desenvolve ainda o projeto ''Plante um Sorriso'' (ver box), com o intuito de ajudar também famílias carentes do Paraná.
Com o departamento de jovens, a cooperativa pretende aproximar gerações em nome de um bem comum. ''Além de promover a integração e o intercâmbio entre os jovens, queremos criar novas lideranças e promover a sucessão familiar'', define.
Participação feminina Já entre as mulheres, Koyama lembra que o papel delas é essencial na administração da propriedade. ''Nós estamos investindo não apenas em sua formação pessoal, com cursos de artesanato e culinária, mas principalmente em sua participação como cooperada'', conta.
Segundo o diretor, hoje a participação feminina na Integrada já é bem mais efetiva; as mulheres têm acompanhado seus maridos nos eventos e procurado inteirar-se inclusive sobre detalhes técnicos. ''Temos grupos organizados em 12 regionais'', informa.
Em setembro, um encontro reuniu mais de 150 mulheres em Cornélio Procópio. Em dois dias de evento, esposas e filhas de cooperados participaram de palestras motivacionais, seminários e relatos de experiência. Respondendo a um questionário com questões sobre educação cooperativista e o papel da mulher na cooperativa, elas foram unânimes e ressaltar que podem sim assumir cargos importantes na entidade.
Os núcleos femininos de cada região também têm promovido atividades mensais, como encontros, cursos, palestras e até a confecção de artesanato e culinária, que gera renda para as cooperadas. Um exemplo é o núcleo da regional de Goioerê, que produz e comercializa lasanha, para depois utilizar o dinheiro arrecadado em benefício próprio.
A Integrada realiza ainda cursos de alimentação com soja, em convênio com a Embrapa.

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