A Escola de Treinamento Agropecuário de Cascavel (Agropec), mantida exclusivamente pelo Município, está conseguindo qualificar grande contingente de famílias rurais, principalmente pequenos produtores, que conseguem otimizar o desempenho de suas atividades, melhorar a renda, e consequentemente melhorar a condição de vida. A Agropec está se consolidando agora, quando se completam 2 anos de sua criação.
Segundo o prefeito Salazar Barreiros, idealizador da escola, os resultados são excelentes.‘‘ A formação através da Agropec está contendo o êxodo rural, pois na medida em que os pequenos agricultores conseguem produzir mais e melhor, aumentam a renda, e não têm motivos para abandonar a terra’’.
EstruturaA Agropec recebe constantes visitas de pessoas de outras regiões, principalmente dirigentes municipalistas, interessados em conhecer a experiência, que segundo os dirigentes é inédita. ‘‘É a única escola agropecuária do País mantida por um município’’, informa o prefeito.
O complexo é localizado 10 quilômetros a leste da cidade, à margem da BR-277, e aproveitou estrutura que era utilizada por um batalhão do Exército que construiu a Ferrovia Paraná Oeste. O projeto pode ser atribuído à exclusiva decisão do prefeito Salazar Barreiros (PPB), um agropecuarista e ex-dirigente cooperativista, que, por isso, teve contato permanente com pequenos agricultores e reconheceu a necessidade de sua qualificação.
A Agropec ocupa uma área 5,1 mil metros quadrados para as diversas finalidades, incluindo salas para cursos, alojamentos, refeitórios e oficinas. Este núcleo é cercado por 140 hectares de terras, dos quais 40 destinados a campos de experimentação agrícola e de operação de maquinários, silos, manejo de animais e outras atividades práticas.
AtividadesOs cursos, intensivos e em praticamente todas as áreas do interesse rural, são oferecidos gratuitamente, e os participantes ainda recebem alojamento e refeições - neste caso, em parceria (firmada recentemente) com a Emater e a Secretaria Estadual do Emprego e Trabalho. O diretor da escola, agrônomo Paulo Valini, relata que, até agora, foram realizados 145 cursos, frequentados por mais de 3,2 mil pessoas, entre homens e mulheres.
Os cursos são ministrados geralmente por técnicos da Emater e de empresas privadas - que levam seus maquinários para as aulas práticas. As mulheres têm preferência pela área de transformação, aprendendo a produzir pães, roscas, doces, e outros, e a cultivar plantas medicinais, enquanto em embutidos e defumados ‘‘o público é meio a meio’’, diz Valini. Os homens, por questão natural, são a quase totalidade na operação de máquinas e implementos.
ResultadosA Agropec está iniciando uma série de cursos sobre inseminação artificial, para melhorar os rebanhos de gado leiteiro e de corte na microrregião. Segundo Paulo Valini, além do resultado direto na qualificação das famílias rurais, está sendo possível observar que até mesmo programas desenvolvidos pelo Município, em apoio aos produtores, ‘‘estão sendo mais bem sucedidos, nas comunidades das quais pessoas participaram dos cursos’’.
O agrônomo cita o caso da Patrulha Mecanizada, readequação de estradas, e distribuição de calcário, sementes e mudas de árvores frutíferas, entre outros, ‘‘para os quais nota-se maior adesão dos pequenos agricultores’’. Paulo Valini atribui isso ‘‘à conscientização natural decorrente da qualificação que as famílias rurais vão adquirindo, com a frequência aos cursos’’ - nos quais também se trata de recuperação e preservação ambiental.
A estrutura de recursos humanos da Agropec é composta por um diretor, uma secretária, duas cozinheiras, um encarregado de manutenção e dois tratadores de animais, e um médico do programa ‘‘Médico do Campo’’, que atende aos participantes dos cursos. O custo de manutenção da escola, para o Município, é de cerca de R$ 7 mil, ‘‘irrisório, se comparado com os resultados que se colhem no campo’’, completa Paulo Valini.

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