As transformações vividas nos últimos anos com a abertura dos mercados internacionais, acirrando a competitividade, está exigindo cada vez mais profissionalização do agricultor que pretende se manter na atividade.
Somente tornar disponível modernas tecnologias e informação não tem sido suficiente para mudar a realidade de muitos produtores, segundo o Secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antônio Leonel Poloni. Para ele, ‘‘os produtores precisam ter uma base de formação para poder acessar um novo conhecimento, uma nova tenologia’’.
Poloni comenta que no Brasil esqueceu-se de dar formação para o agricultor, e ‘‘sem a formação básica não é possivel fazer a qualificação, que é uma complementação ou a atualização’’.
Neste sentido, a secretaria tem trabalhado, segundo ele, para estimular e criar condições para os jovens terem formação básica nas escolas públicas, e para os mais velhos através de outros cursos. ‘‘Sentimos uma vontade, uma sede muito grande do agricultor para novos conhecimentos e estamos, na medida do possível, possibilitando este acesso, utilizando diversas instituições, conforme a disponibilidade de cada região’’, diz.
Uma questão que sempre preocupou o Secretário, que já exerceu a profissão de professor, foi entender porque ‘‘alguém que tem casa, comida e trabalho no campo, vai para a cidade onde não tem casa, comida e nem trabalho?’’. Para Poloni, o agricultor precisa ter consciência dessa realidade, e valorizar sua atividade.‘‘Se tiver que sair, que seja por convicção e não por exclusão’’, completa.
Na Europa, para se ter aceso ao crédito, subsídio ou cotas de comercialização, é exigido do produtor ter formação, lembra Poloni. ‘‘Lá existem 5 ou 6 tipos de formação agrícola, o que dá quase 11 anos de estudo, considerando o tempo desde o primeiro ano’’, informa. (C.C)

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