Flores, um mercado de oportunidades
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A região Sul do Paraná aumentou em 60% o plantio de crisântemos e gérberas, as flores mais procuradas na época de Finados. Ainda assim, não consegue atender a demanda desta data, quando a venda de flores aumenta até três vezes o movimento dos dias normais.
A menos de um mês do Dia de Finados, a coordenadora do projeto flores da AgraFlores - ligada à Cooperativa Agrária de Entrerios -, Anita Milla,
explica que os produtores já plantaram tudo o que será vendido nessa época.
''Vamos vender tudo e ainda vai faltar. Só não plantamos mais porque não temos mais área útil'', diz. Os 17 floricultores plantam numa área de 55 mil metros quadrados. Em épocas normais, comercializam em média 1,8 mil vasos e mil pacotes de crisântemos de corte, e 150 caixas e mil dúzias de gérberas cortadas. Na véspera de Finados, eles priorizam áreas para estas duas espécies, cujas vendas aumentam em 300%.
Apesar de a cidade de Holambra (SP) ser nacionalmente conhecida por suas flores, e atender 50% do mercado no Brasil, a produção paranaense vem crescendo e, em alguns locais, já consegue suprir a maior parte da demanda. De acordo com Anita Milla, a produção estadual já atende até 70% da demanda em algumas cidades.
Outros 30% a 40% são oriundos de Holambra, que exporta para o Paraná principalmente plantas tropicais, como orquídeas e helicôneas, que não se dão bem com o clima mais frio do Estado.
Da produção da AgroFlores, 95% é comprada por atacadistas que revendem o produto em floriculturas de Curitiba, do Norte e Nordeste do Estado. Além dos crisântemos e gérberas, as principais espécies para corte são rosa, mosquitinho e lírios. Em vasos, a maior demanda é por violeta, ciclâmen, glocsínia e prímula. O plantio, lembra Anita, está bastante ligado à época do ano, ou seja, ao clima e também às datas festivas. No mês de maio, por exemplo, rosas e violetas lideram a procura em função do Dia das Mães.


