Segundo dados da OMS, 80% da população dos países em desenvolvimento utiliza-se de práticas tradicionais na Atenção Primária e, desse total, 85% usa plantas medicinais ou preparações a base destas.
O uso de medicamentos fitoterápicos com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico, passou a ser oficialmente reconhecido pela OMS em 1978, que recomendou a difusão, em nível mundial, dos conhecimentos necessários para o seu uso.
O interesse popular e institucional vem crescendo no sentido de fortalecer a fitoterapia no SUS, uma vez que, depois da década de 80, diversas resoluções, portarias e relatórios foram elaborados com ênfase na questão das plantas medicinais.
Reconhecida pelo CRM desde 1992 como método terapêutico.
Prática recomendada por praticamente todas as conferências Nacionais de Saúde, e pelo Ministério da Saúde, que seria o responsável pela coordenação e normatização desta prática.
Destaca-se finalmente o documento do MS: ''Política Nacional de Medicina Natural e Práticas Complementares'' (PMNPC) de 2004, que determina que os serviços de saúde pública passem a estimular e implantar programas de Fitoterapia, homeopatia, acupuntura e antroposofia.
Apesar de tudo que se tem falado e escrito desde a década de 70, pouco se fez no serviço público para a elaboração de programas de fitoterapia. Iniciativas isoladas e heróicas, como as de Curitiba, servem até hoje como referência para programas de todo o Brasil. Em Londrina, iniciamos o programa em janeiro de 2004, e desde então, a fitoterapia tem sido tratada com a seriedade que merece, sendo aperfeiçoada e abrindo novas portas a cada dia, oferecendo uma alternativa terapêutica segura e eficaz para os profissionais e usuários do serviço municipal de saúde.
Nesta semana, abordaremos a Calêndula, planta utilizada como ornamental em muitos jardins, pela beleza e exuberância de suas flores, sem muitas vezes ter seu valor terapêutico aproveitado pelo ''jardineiro''. Utilizada desde a antiguidade pelas sua ação anti inflamatória e suavizante, seu potencial vem sendo redescoberto a cada dia pela fitomedicina moderna.
Seu uso principal ainda se faz pela indústria de cosméticos, onde é utilizada no preparo de xampus, loções, cremes e outros produtos de uso tópico. Pode porém ser utilizada internamente pela sua capacidade colagoga (promove a eliminação da bile), emenagoga (promove e estimula o fluxo menstrual, o que a contraindica durante a gestação) e diaforética (estimula a sudorese).
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

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