Na quarta-feira a Granoeste, de Cascavel, anunciou que os produtores estão aguardando uma posição do governo com relação aos contratos de opções para venda de milho e também repasses desses contratos ao mercado nordestino, para evitar falta de armazéns no Paraná.
No mesmo dia, a Conab informou que comprar 400 mil toneladas do produto nos Estados do Centro-Oeste. A compra será feita dos produtores e começará na próxima segunda-feira. O anúncio foi feito pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Amauri Dimarzio.
A operação terá como base os preços mínimos estabelecidos no Plano Agrícola e Pecuário 2003/04. Segundo Dimarzio, o objetivo do governo é recompor os estoques de milho do governo para 3 milhões de toneladas.
Neste ano, o governo já adquiriu 1,5 milhão de toneladas de milho em contratos de opção de compra. Os ministérios da Agricultura e Fazenda negociam a liberação de mais recursos para uma nova fase de contratos de opção, informou o secretário.
Outra saída para evitar a queda de preços é a exportação. ''Segundo Dimarzio, o ideal seria exportarmos 3 milhões ou 4 milhões de t de milho'', afirmou, acrescentando que o ministério pretende negociar o assunto com empresas exportadoras. ''Com o volume que está sendo colhido nesta safra - superior a 45 milhões de toneladas -, temos um excedente de cerca de 4 milhões de t que podem ir para o mercado externo.''
O ministério negocia com a área econômica do governo uma linha de recursos excepcionais de R$ 450 milhões para lançar contratos de opções para 2 milhões de toneladas de milho. Neste ano, o governo já adquiriu 1,5 milhão de toneladas do produto nos leilões de opções.
Com a supersafrinha de milho, estimada pela Conab em 11 milhões de t, 79% sobre a colheita anterior, os produtores estão preocupados com a possibilidade de queda dos preços e com os problemas de armazenagem que esse aumento da oferta pode trazer.

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