O pecuarista Alexandre Turquino vai vacinar cerca de 150 cabeças de gado de seu rebanho, concentrado em Bela Vista do Paraíso, Norte do Paraná. Para ele, o fim da obrigatoriedade de vacinação seria excelente, pois permitiria a participação do Estado em mercados importantes, como Estados Unidos e Japão. ''Mas, para isso, o Estado precisa cumprir as metas estipuladas e contratar mais funcionários para atuar no serviço de inspeção sanitária'', afirma. Turquino acredita que, para garantir o controle, é preciso fiscalização efetiva. ''Acredito que o Estado tem essa competência, e dentro de dois ou três anos, deve se tornar área livre da aftosa sem vacinação. Não há pressa, o importante é que todas as questões estejam resolvidas até lá'', avalia.
Já para o produtor Alexandre Garcia Andreetta, de Londrina, a tentativa de eliminar a vacinação é errada. ''Nós temos muitas divisas secas e a aftosa não é transmitida somente pelo boi. Se retirássemos a vacinação, ficaríamos sujeitos a um alto risco de contaminação'', alerta. Segundo ele, ainda é preciso continuar vacinando o rebanho e também investir na melhora da vacina, que tem causado abscessos nos animais. Andreetta afirma que devido ao alto nível de genética utilizado na produção bovina paranaense e à importância do rebanho para o mundo, é imprescindível a realização efetiva e eficaz da fiscalização sanitária.
Para o pecuarista André Carioba, que deve vacinar cerca de 2 mil animais nesta etapa da campanha, o Paraná está adotando esforços para obter o reconhecimento, como a criação da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar). ''Claro que a conquista do status seria um avanço e acredito que outros estados devem buscar isso também. Não é fácil, mas é uma meta a ser buscada'', afirma. Segundo ele, a fronteira com o Paraguai gera uma dificuldade, mas deve-se tentar solucionar o problema para dar sequência ao plano, que é uma tendência mundial. Carioba argumenta que o avanço deve ser alcançado por meio da conscientização da defesa sanitária e dos produtores. (M.F.)

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