A pecuária de corte, que acaba de registrar novo recorde de exportações, gerando US$ 1,08 bilhão no primeiro semestre; terá que conviver com a elevação dos custos de produção com a pulicação da Lei 10.925, assinada na última segunda-feira, que confirma a exclusão de rações e sal mineral da lista de insumos agropecuários isentos da cobrança de PIS e Cofins.
Ao sancionar o projeto, o Presidente da República vetou o inciso que isentava rações e suplementos minerais desses dois tributos, conforme estabelecia texto aprovado pelo Congresso Nacional. ''Isso vai encarecer em 9,25% esses insumos. O resultado final é um aumento de 1,3% sobre o custo de produção de carne bovina, reduzindo a competitividade do setor, justamente em momento de crescimento das exportações'', afirmou o presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira.
Segundo técnicos da CNA, A pecuária de corte é atingida principalmente pela exclusão dos complementos minerais da lista de insumos isentos de PIS e Cofins. Isso ocorre porque o sal mineral representa 15% do custo de produção do setor, conforme pesquisa da CNA e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP).
Antenor Nogueira explicou que o sal mineral, por exemplo, é um dos itens que mais pesam na formação do custo de produção da atividade, perdendo apenas para os gastos com mão-de-obra. O aumento de preço do sal mineral, portanto, segundo ele, atinge diretamente a formação de renda do setor e, consequentemente, a competitividade da pecuária de corte brasileira.
Mesmo sem a taxação de 9,25% de PIS e Cofins, o insumo já acumulava fortes altas desde o início do ano. Um estudo da CNA e Cepea, indica alta de 7,25% no preço do sal mineral durante o primeiro semestre. Os custos operacionais totais do setor subiram 3,75% no período. De janeiro a junho, entretanto, o preço pago pelo boi gordo ao pecuarista caiu 1,54%. ''Isso significa perda de renda para o produtor, o que desestimula investimentos no setor'', disse Nogueira. O estudo considera variações de preços em nove Estados (GO, MG, MT, MS, PA, PR, RS, RO e SP), onde estão 78% do rebanho nacional, de 190 milhões de cabeças.

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