Principal combustível do cooperativismo, a fidelidade dos associados é uma das marcas da Coopavel, de Cascavel. É o que está por trás do crescimento da cooperativa e sua função social, na geração de empregos no campo e nas indústrias mantidas pelo segmento, e no aumento das exportações. Mas não é um processo simples.
De acordo com o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, ''para se tornar um associado é preciso participar por um período que varia de 6 a 12 meses. Fazemos isso como forma de mostrar os benefícios e a responsabilidade que um cooperado deve ter. Pessoas que não participam não nos interessam''. Trabalho que está dando resultado no esforço de agregar valor aos produtos. A cooperativa tem 10 unidades industriais, entre produção de sementes, adubos, óleo, laticínios e abate de aves e suínos. ''Nosso índice de industrialização é de 63%'', calcula.
O ciclo do cooperativismo movimenta todos os setores dentro e fora dos barracões. Ao plantar milho ou soja e entregar a produção na cooperativa, o agricultor dá condições, por exemplo, ao funcionamento da fábrica de rações, onde várias pessoas trabalham. A ração alimentará aves e suínos, garantindo renda e emprego para os agricultores associados e funcionários das propriedades, trabalhadores dos frigoríficos e demais setores da cooperativa. A cadeia continua se forem levados em conta os postos de trabalho gerados através das fábricas de embalagens para frangos e suínos, transportadoras, indústrias de máquinas e equipamentos, e outras etapas até chegar ao consumidor final.
A Coopavel está presente com 24 entrepostos em 17 municípios do oeste do Paraná. Em setembro, a cooperativa passará a abater também bovinos, num novo frigorífico de R$ 25 milhões. A produção será destinada ao mercado internacional. A empresa exporta para mais de 40 países da Ásia e Europa. No ano passado, o balanço apontou um faturamento de R$ 653 milhões. Os 3.200 associados dividiram sobras de R$ 22 milhões.

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