Bolsas, cestas, garrafas, jogos americanos, aparador de panelas, caixas, caminhos de mesa e até bijouterias. Tudo produzido a partir da fibra da bananeira retirada do tronco que já deu cacho. A retirada da fibra só acontece na lua minguante para o produto não carunchar.
A confecção das peças em Andirá, é responsabilidade de cinco artesãs, que há dois anos fundaram a Art Fibras Andirá, uma associação onde elas aprendem as técnicas de transformação da fibra e produzem até 250 peças por mês.
O trabalho é realizado na casa de cada artesã, mas é num quartinho improvisado na garagem da casa de Cleusa Rosa da Silva, que elas mantém o ponto de venda. O quintal das casas serve de local para secar e manusear as fibras (processo que também utiliza um tear), que são retiradas do tronco e separadas em quatro tipos: o filé (usado para a confecção de alças das bolsas), a renda e a barriga (usadas para tecer) e a casca (fibra mais forte, responsável pela estrutura das peças).
As peças que variam de R$ 1 a R$ 40, são vendidas em espaços culturais e feiras da região. ''Começamos como alunas de um curso do Senar e hoje somos instrutoras'', comemora Cleusa com a irmã, a também artesã, Neusa Rosa da Silva.
A promessa de uma sede para a Associação vem da prefeitura. ''Esperamos que no ano que vem já estejamos num lugar maior. O projeto está pronto. Só falta sair do papel'', afirma Neusa. (M.O)

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