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AGRONEGÓCIO 5m de leitura Atualizado em 18/12/2021, 12:10 assinante

Festas de fim de ano movimentam mercado de frutas, flores, hortaliças e carnes especiais no Paraná

PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de dezembro de 2021

Lucas Catanho - Especial para a FOLHA
AUTOR autor do artigo

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O setor agro no Paraná tem muitos motivos para comemorar quando chegam as festas de final de ano. O mercado de frutas, flores, hortaliças e de carnes especiais, por exemplo, recebe um importante incremento motivado pela maior procura em virtude do Natal e do Réveillon.

Somente nas cinco Ceasas do Paraná (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu), mais de 100 toneladas de hortifrúti devem ser comercializadas em dezembro deste ano. No ano passado, foram comercializadas 116,5 toneladas – neste ano, essa marca deve ser superada inclusive.

Movimentação de hortifrúti junto às cinco Ceasas do Paraná deve superar 100 toneladas em dezembro
Movimentação de hortifrúti junto às cinco Ceasas do Paraná deve superar 100 toneladas em dezembro |  Foto: Divulgação/Ceasa Paraná
 

O diretor-presidente da Ceasa Paraná, Éder Eduardo Bublitz, estima que o volume de vendas deverá crescer pelo menos 15% na época de festas em relação ao restante do ano. Com as festas, o fluxo estimado é de um público até 30% maior.

“Essa época é simplesmente a safra da Ceasa, quando mais vendemos. É o nosso pico de vendas do ano, momento que faz a felicidade dos produtores”, comemora.

Éder destaca que não são apenas produtos como frutas e flores os mais procurados neste período. “O crescimento acaba sendo geral, ampliando as vendas também de verduras e legumes. O final do ano, no entanto, não traz novas opções de produtos para os clientes, já que durante todo o ano comercializamos os mesmos produtos”, destaca.

Entre as frutas mais procuradas nesta época de final de ano estão as uvas, caqui, pêssego, nectarinas, maçã e cereja. Entre as mais caras, por sua vez, estão as uvas, frutas secas, melão, ameixa, pêssego, nozes e castanhas.

Imagem ilustrativa da imagem Festas de fim de ano movimentam mercado de frutas, flores, hortaliças e carnes especiais no Paraná
|  Foto: Agência Estadual de Notícias
 

Há também os boxes específicos que comercializam outras delícias muito consumidas durante o período de festas, como a castanha portuguesa e a castanha-do-pará, por exemplo, apesar de não serem os carros-chefes do entreposto.

“É um momento para o produtor rural paranaense ganhar mais dinheiro. Eu diria que é o nosso momento de felicidade. Aquele que se prepara, investe na marca, em embalagem, em qualidade acaba ganhando ainda mais”, ressaltou. A maior movimentação de clientes, inclusive, promove a contratação de mais movimentadores na Ceasa de Curitiba.

O diretor-presidente da Ceasa lembra que o efeito positivo causado pelas festas já começa a ampliar o fluxo de clientes no entreposto a partir do final de novembro. “Tradicionalmente, novembro e dezembro são os dois melhores meses para a Ceasa”, destaca.

Com relação aos preços nesta época natalina, ele destaca que as festas não influenciam o preço final dos produtos. “O preço tem a ver mesmo com a lei da oferta e da procura e não por causa da demanda do Natal ou do Réveillon”, esclarece.

FLORES

Outro ramo que registra aumento na procura durante as festas de final de ano na Ceasa é o de flores. A data é a segunda mais significativa para as vendas nesse segmento, perdendo apenas para o Dia das Mães.

Flores estão entre as opções natalinas na Ceasa
Flores estão entre as opções natalinas na Ceasa |  Foto: Divulgação/Ceasa Paraná
 

Apesar de o entreposto trabalhar geralmente com maiores quantidades, o consumidor final que for comprar flores na Ceasa de Curitiba poderá comprar apenas um buquê, por exemplo. 

Trata-se de um diferencial para quem busca qualidade, variedade e bom preço. Diferentemente do consumidor de hortifrúti, por exemplo. Ele vai até o Ceasa fazer as compras, mas só consegue levar os produtos em caixa fechada, de maior volume.

MENOR ÁREA

Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral (Departamento de Economia Rural), órgão ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, destaca que as frutas típicas de final de ano não estão em um bom momento, seja no Paraná ou mesmo em território nacional.

“Em linhas gerais, frutas nativas de final de ano são a lichia e a uva fina. As castanhas, os pêssegos e as ameixas são ofertados nesta época, no entanto a área cultivada e a produção dessas frutas têm diminuído sistematicamente.” 

Segundo ele, a queda tem a ver com a sucessão de eventos climáticos que afetam as frutas de caroço, além da possibilidade de oferta proveniente de países como Argentina e Chile. “Entre os eventos estão as geadas tardias nas floradas e os granizos que atingem as frutas”, citou.

Já para as mesas das famílias com maior poder aquisitivo, as frutas importadas que costumam estar presentes nas ceias são as cerejas, as uvas passas, os damascos, as tâmaras e nozes.

CARRO-CHEFE

O produtor Edson Salton, de Londrina, destaca que as festas de final de ano são o carro-chefe quando se falam em vendas, já que representam 30% do volume total comercializado durante o ano todo. 

Na propriedade de 18 mil metros quadrados localizada em Londrina, Edson pretende produzir mais de 7 toneladas de uvas até o final deste ano, volume um pouco maior que no ano passado, que bateu 7 toneladas.

Para obter o máximo de desempenho na produção, as práticas utilizadas pelo agricultor são diversas, incluindo análise e correção de solo, tratamento orgânico na área de folhas e no solo, além de trabalho manual com muito conhecimento e dedicação.

“Fazemos a cobertura do solo com aveia, já que ela protege o solo e depois vira matéria orgânica”, explicou. Todo o manejo da lavoura é conduzido pela família. Edson dispõe atualmente de um trator agrícola, roçadeira, pulverizador, máquina rotativa e espalhador de adubo.

Tanta dedicação no plantio das uvas tem dado resultado. Segundo Edson, a lucratividade hoje com o cultivo tem atingido, em média, de 25% a 30%. 

As uvas produzidas são vendidas diretamente para o consumidor final, seja em feiras (Feira do Limoeiro, LondriNatal e também no estacionamento da Prefeitura), ou mesmo diretamente na propriedade – a Chácara Vida Digna fica no bairro Limoeiro, em Londrina. 

“A chácara é um ambiente agradável, de maneira que é possível colher a própria uva”, destaca Edson. Mais informações sobre a produção podem ser obtidas pelo Instagram: @uvasvidadigna.

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Imagem ilustrativa da imagem Festas de fim de ano movimentam mercado de frutas, flores, hortaliças e carnes especiais no Paraná
|  Foto: Divulgação
 
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