Quem visitou a Exposição Agropecuária de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, em outubro, teve uma surpresa: um telão instalado no meio do parque mostrou etapas do processo de coleta de óvulos, fertilização in vitro e transferência de embriões. A iniciativa partiu do pecuarista João Denizard Freitas, da Cabanha Olho D'Água, criadora da raça angus, e presidente da Associação Paranaense de Angus.
João Denizard aproveitou o evento para divulgar a tecnologia que usa em seu rebanho como forma de otimizar os resultados nas taxas de prenhezes e aproveitamento de animais de alta genética. O trabalho é desenvolvido em parceria com a empresa Vitrogen, de Cravinhos (SP).
Durante o processo os técnicos fizeram uma aspiração folicular para a fecundação. A veterinária Simone Ferreira retirou óvulos de uma novilha e de uma vaca da raça red angus. Os óvulos foram rastreados e classificados num laboratório móvel, instalado no parque de exposições. Depois da seleção e classificação os óvulos foram enviados a São Paulo, fecundados em laboratório, e sete dias depois transferidos para vacas receptoras que vão gerar futuros animais. Segundo o pecuarista João Denizard, uma das vantagens em usar a fecundação in vitro, entre outras, está na não utilização de hormônios na doadora e o aproveitamento em qualquer dia do ciclo.

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