Nos últimos dois anos a agricultura brasileira incorporou mais 4 milhões de ha de soja. Apesar de tanto crescimento e otimismo, o consultor alerta para fatores que podem ''estragar a festa dos sojicultores esse ano.''
Se os exemplos dos Estados Unidos e Argentina são bons para os produtores brasileiros, a notícia com relação a ferrugem deve ser um alerta. A doença apareceu generalizada nas regiões de produção de soja no Brasil, sendo que os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás registraram os maiores prejuízos e ainda não se tem material genético resistente.
Portanto, a próxima safra, na opinião de André Pessoa, vai ser uma ''safra no escuro, com riscos maiores da doença aparecer.'' Até porque como é confundida a mancha olho de rã pode não ter sido detectada nesta última safra em alguns locais de plantio como sendo a ferrugem.
Os maiores riscos dizem respeito ao clima e o aparecimento de doenças, decorrente das mudanças climáticas, especialmente a ferrugem, que já assustou algumas áreas no Brasil na última safra.
O El NiÀo, apesar de mais ameno, estará presente nesse segundo semestre, o que significa mais chuvas e altas temperaturas no Sul e seca na Bahia e Maranhão. No Oeste e Norte do Paraná, por exemplo, estão previstas chuvas acima da média.

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