Ferrugem da soja preocupa técnicos e produtores
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sábado, 01 de fevereiro de 2003
Reportagem Local 
Com a estiagem, após três semanas de chuvas, agricultores e técnicos do Paraná vão poder avaliar melhor a situação das lavouras de soja com relação à ferrugem.
Técnicos da Embrapa, das empresas privadas e da Emater e Seab admitiram esta semana que a identificação da presença da ferrugem foi prejudicada e que isto pode ser feito agora. Não está afastada a possibilidade da existência de alguns focos.
Na região de Maringá, no Noroeste do Paraná, agricultores estão preocupados porque a doença causa danos econômicos e o estrago se manifesta rapidamente.
Preventivo - O agricultor e engenheiro agrônomo José Roberto de Menezes disse quarta-feira que os produtores têm que observar a lavoura todos os dias. E controlar com eficácia.
''Eu tenho feito controle preventivo e por este motivo não tenho tido problema'', afirma Menezes, que é fitopatologista - especialista em doenças. Ele controla doenças de final de ciclo, citando septoriose, antracnose e outras que causam desfolha.
Conforme a Secretaria da Agricultura, a presença da ferrugem preocupa porque no ano passado ela esteve presente em Ponta Grossa, Maringá e Tamarana - 62 km ao sul de Londrina. Nos locais onde foi identificada, a ferrugem causou prejuízos de pelo menos 10%, segundo a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.
Segundo a Embrapa, os sintomas da doença se manifestam a partir da fase de floração e podem ser facilmente visualizados no ''amarelecimento'' da parte inferior das plantas.
Se as condições de clima forem favoráveis ao ataque - como agora -, é preciso fazer aplicação de produtos para o controle.
Além de defender seu patrimônio, o agricultor deve evitar que sua lavoura contribua para disseminação da doença que causa prejuízos enormes. A sugestão é para que ele procure orientação de um engenheiro agrônomo se houver suspeita da doença.


